domingo, 30 de setembro de 2007

Choveu!

Choveu por uns três minutos no Lago Sul, perto do aeroporto.
Depois de 130 dias!
Só para os ricos mesmo...

sábado, 29 de setembro de 2007

Revolução das máquinas

a lâmpada acima da cama queimou;
o espremedor de laranjas está falhando;
o portão de saída da garagem está inguiçado;
o crachá eletrônico do trabalho está desmagnetizado;
a pilha do radinho acabou;
o cabo do acelerador do pacato está frouxo.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

É comigo?

Ao colocar a primeira garfada com arroz-e-feijão na boca, ele levantou a cabeça e olhou para a entrada do restaurante. Passeou com o olhar pelas mesas vizinhas e percebeu uma morena de cabelos lisos três mesas aa sua frente.

Após a segunda garfada, já com o arroz-e-feijão dividindo espaço com a farofa e o vinagrete na boca, ele se tocou que a morena o observava também. Desajeitado, com a boca cheia, olhou para trás, para saber se havia alguém que ela pudesse conhecer nas proximidades de sua cadeira. Ou até mesmo se havia um relógio de parede acima de sua cabeça.

A morena não parava de secá-lo.
A euforia tomou conta dele.

Quando deu o primeiro corte na macaxeira em seu prato, ele resolveu dar mais uma espiada e a via levantando as sobrancelhas, como se dissesse: "Oi, você, tudo bem?".

Para ele estava bem, mas podia melhorar. Era só engatar aquele chat aa distância.
Juntamente com a macaxeira, ou mandioca para os brasilienses, ele acomodou o coração de galinha no mesmo garfo e mastigou balançando a cabeça em direção aa morena respondendo silenciosamente que estava "muito bem, obrigado".

Por um segundo se distraiu e olhou para o prato para cortar a picanha.
Aaquela altura, pensamentos pecaminosos povoavam a mente dele. Com um pedaço da carne nobre no garfo tomou a iniciativa. Apontou o talher em direção a ela e fez um gesto tipo:

- E aí, vamos ficar conversando a distância?

No último gole da sua coca-cola, ela devolveu o copo aa mesa, abriu a palma da mão timidamente em direçãoa ele, pedindo para esperar e se levantou.

Em quatro garfadas, três ou quatro movimentos com a cabeça, conquistara uma bela mulher. Enquanto ela limpava a boca com o guardanapo e se dirigia em direção aa sua mesa, ele separou a gordura da picanha e a colocou no prato ao lado.

Ao lado de sua mesa, ela sequer o mirava, mas ele arrastou a cadeira para trás e estava prestes a levantar-se para dar os tradicionais dois beijinhos de apresentação na morena, quando ela passou direto.

Ele seguiu acompanhando a trajetória da moça - não só ele, como todo o restaurante - até vê-la parar numa mesa cheia de mulheres, duas fileiras atrás de onde ele estava.

Era com elas que a morena conversava aa distância.
Ele perdeu a fome e foi embora do restaurante de barriga vazia.

*Contribuição do meu amigo Da Silva

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Perestroica

Uma das pessoas mais vazias e presunçosas que conheci na vida estagiou no local onde trabalho e saiu recentemente.

Como uma New Yorker, correligionária de George Walker Bush, ela não se envergonhou em dizer no mais alto e bom som:

- Eu amo o capitalismo!

Ouviu-se aquele silêncio ao redor da mesa dela.
É claro, só ama o sistema quem se beneficia dele.

Eu, por exemplo, não amo o capitalismo, mas dependo de algumas coisas dele.
Se você descer até o pé desta página, verá u anúncio qualquer por lá. É que eu me associei ao programa de publicidade do Google. Quanto mais você clicar lá, mais grana eu ganho. A cada cem dólares, eles me enviam a grana para meu endereço por um cheque.

Como o Google tem planos de dominar (ainda mais) o mundo, eles colocam vários poréns. Não pode isso, aquilo, mais aquilo outro. De repente, é bem provável que este post mesmo desapareça, já que o Blogger, que o administrador deste blog está contido no Google e o Google pode interpretar que eu tô fazendo publicidade das publicidades dele e o seu clique seria proposital, não por causa do anúncio, mas para me ajudar!

De qualquer maneira, tá dado o recado. Se quiser, o Google que apague este texto por conta própria...

terça-feira, 25 de setembro de 2007

O tal João de Santo Cristo

Desde que me entendo por gente, sempre quis ser radialista. Na adolescência, fui seminarista por dois anos, mas queria ser locutor.

Meus primeiros trabalhos foram de madrugada, numa rádio pirata. Gostavam da minha voz.

Era bonita, diziam.

Na base do boca-a-boca, minha fama cresceu e virei famoso na cidade.
Mas famoso mesmo.

Mudei de emissora.
As pessoas queriam falar comigo no meio da rua. Me ouviam e queriam saber se minha aparência física casava com a voz do rádio.

Comecei a falar sobre política. O dono do posto de gasolina me procurou e perguntou se eu não queria ser vereador. Aceitei na hora. Sabe quanto ganha um vereador lá na minha cidade?

Milequinhetos reais. Fora as verbinha que ninguém vê, né?!?!?!

O dono do posto, que já era rico, ficou mais rico ainda quando virou prefeito. Por causa dele, me filiei ao PMDB, me elegi duas vezes. Ele também. Na terceira tentativa, fiquei como primeiro suplente, mas logo assumi o cargo.

Como o pessoal todo me conhecia, ganhei o apoio para ser presidente da Câmara de Vereadores. Sabe para quanto foi o meu salário?
Três mil reais, meu amigo!

Aí o sucesso me subiu à cabeça. Comecei a beber, arrumei rapariga em toda esquina. Minha mulher e meus três meninos pequenos me torravam a paciência, mas fazer o quê. Eu era muito popular.

Mandei construir duas quadras poliesportivas na cidade. Tinha até tabela de basquete. Arrumei uma parceria com o Cruzeiro, que montou uma escolinha oficial na cidade.

Nunca pensei que isso fosse acabar. Era festa, bebida, mulher, o povo vindo falar comigo. Comprei duas motos. Quitei a casa para mulher não me encher o saco.

Até a eleição de 2004...

Tive 244 votos. Não me reelegi por um. Tenho duas suspeitas:

- Foi o dono do posto, que não se reelegeu prefeito, mas continua rico, sem ajudar a ninguém lá;
- Foi minha mulher, que descobriu que eu tive um filho bastardo, com uma rapariga véia numa das festanças que eu dei. Isso foi durante a campanha. Após a derrota, ela me largou!

Fiquei doente. O povo lá dizia que eu não servia mais para nada. É que eles não sabem o que é depressão. Eles chamam de doença mesmo. Quanto mais triste eu ficava, mais cachaça tomava.

Pedi ajuda aos irmãos, aos amigos. Mas cadê eles nessa hora?

Vim ao Vale do Amanhecer falar com meu irmão mais velho. Ele é todo cheio desses negócios, sabe, de espiritismo, esoterismo, sei la o que danado é isso. A gente brigou com dois dias que eu estava na casa dele.

Dormi dois dias seguintes na rodoviária do Plano Piloto. Lembrei-me que havia esquecido o celular lá. Podia ligar para o deputado lá da região para pedir um emprego. Voltei ao Vale do Amanhecer e peguei o telefone quando meu irmão não estava.

De pouco adiantou, porque estava sem bateria. Mas Deus é bondoso demais comigo. Na volta, na parada de ônibus, uma coroa até gostosinha me viu agoniado, quase chorando e perguntou se eu não queria ajuda.

Fui até a casa dela. Comi bolo de fubá, tomei uma coca-cola. Começamos a namorar naquele dia mesmo. Se não tivesse ela, dormiria de novo na rodoviária. Foi ela quem me convenceu e a ir aos Alcóolicos Anônimos.

Os dois filhos dela, um de 26 e outro de 29, deram maior valor a mim quando fui ao Setor Comercial Sul na doida mesmo e arrumei o emprego de locutor de uma loja de calçados. Agora meu salário é de R$ 414 por mês.

Conheci os meninos de uma rádio pirata do Gama e falei que sempre quis ser locutor. Eles me chamaram para trabalhar num jogo do Gama. Quando estava cominhando pela aquela avenida monumental, antes de chegar ao Mané Garrincha, olhei para o Congresso, lááááá embaixo, me ajoelhei e dei graças a Deus por ter mudado minha vida.

Nem bebida queria mais. Quer dizer, querer, eu quero, mas não aceito assim fácil não, né?

Conheci o pessoal das melhores rádios de Brasília. Eles são fechadões. Igual ao pessoal dessa cidade, mesmo.

Pronto, quer um exemplo?

Quando entrava no ônibus para ir a Planaltina, saía acenando para todo mundo, mas ninguém respondia.

Um cara da rádio ZYZ1478 perguntou se eu não queria cobrir o time X Futebol Clube. O que eu vendesse de publicidade ficava para mim mesmo. Aceitei na hora.

Não vendi nada ainda. Continuo sobrevivendo com R$ 414, mas na hora que conseguir um patrocinador, saiu da casa daquela vagabunda. Ô coroa chata da p*rra.

Minha vida está mudando, ela nunca mais vai me jogar as coisas que me paga na cara. Minha vida está mudando.

Até Luiz Estevão eu já entrevistei...

Olha a chuva chegando!

Também pudera, né, depois de 120 dias...
As cigarras já saíram do casulo e ensaiam os primeiros cantos!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Acabou o gás. E agora???

Ninguém nunca me deu essa dica, mas eu sempre achei que se colocasse a comida no forno quando ele já estivesse bem aquecido, o sabor seria melhor. Tirei isso da minha cabeça mesmo, mas nunca senti diferença.

Mesmo assim, repetia o ritual de manter o forno ligado por 10 a 20 minutos antes de colocar qualquer coisa lá. Domingo, me arrependi...

Domingo é dia de almoço especial aqui em casa. Olha a qualidade do cardápio "individual para uma pessoa":

Lasanha de frango com um bifaço de picanha.
(As batatas ficam para os dias da semana.)

Minhas contas de cozinheiro:
- a lasanha fica fora do freezer por 45 minutos;
- nos 20 minutos finais eu acendo o forno;
- coloco a lasanha por mais 30 minutos lá;
- Dez minutos antes de tirá-la, asso (cozinho) a carne;
- Finalmente eu almoço!

Não tinha nem 15 minutos que a lasanha estava no forno quando ouvi aquele barulho característico de fogão se apagão com o vento: PUFFFF.

Tentei acender as outras bocas, mas nada funcionava. Demorei mais 15 minutos tentando fazer o fogão funcionar quando me toquei que ele só funcionava se tivesse gás.

A primeira e única vez que comprei gás aqui para este apê foi em março. Ou seja, ele durou seis meses até se acabar completamente.

Seis, não. Cinco. Porque eu passei um mês longe daqui, então não conta.

Enquanto esperava o cara da BrasilGás chegar para trocar o bujão, me arrisquei na lasanha. Mas ela estava meio-crua. Para os otimistas, meio-assada (ou cozida, sei la!).

Foi uma experiência inesquecível, infelizmente.

Passei a tarde ruminando frango cru com molho branco e massa levemente gelada. A cada refluxo - como Juju gosta de chamar esses movimentos do esôfago, laringe, laranja, farinha - , eu me lembrava dos 20 minutos que o forno ficara acesso sem absolutamente nada lá dentro.

Pior ainda foi dar 40 contos de réis para o cara trocar o bujão.
Daí me vieram aa mente duas outras vezes na vida que paguei o bujão, antes desse que acabou agora, adquirido em março.

Há uns 12 anos, ainda na 310 Sul, paguei (com o dinheiro do meu pai) R$ 6,50 pelo gás. Por volta de 1999, 2000, fui ao posto de gasolina no Altiplano comprar um bujão por R$12,30.

Quanto será que ele vai custar daqui a seis meses?

domingo, 23 de setembro de 2007

Amigos desapegados

Conheço dois casais e um cara que estão trocando Brasília pela Espanha.

Um vai estudar, o outro vai tocar numa banda de rock, um terceiro vai vender tudo e rodar pela Península Ibérica "curtindo a vida a doidado".

O que mais me impressiona nessa galera é a tranqüilidade de largar o que já construíu aqui e adotar um outro estilo de vida lá, para depois, por acaso, se não der certo, voltar para Brasília e tentar recuperar o que já tinha deixado pronto.

Meu amigo White Martins fez isso em 2004, quando passou um ano do outro lado do pacífico, e retornou ao DF sem perder o fio da meada. Dias desses, confessou que estava com vontade de repetir a dose.

É, realmente, tentador viver assim. Na soma dos últimos 24 meses, passei dois meses viajando com uma big mochila nas costas, sem compromisso e só tive vontade de voltar para casa porque a grana acabou.

Mas tenho certeza absoluta que jamais poderia fazer o que esses caras estão prestes a fazer.

O meu máximo seria fazer uma pós-graduação fora do país, mas com data certa para ir e voltar, e ter onde colocar em prática meus conhecimentos por aqui.

Isso está nos meus planos para depois de 2010.

Até lá tenho que cuidar de pagar uma quitinete que comprei. Ela me impede de voltar a usar meu mochilão nas férias e ainda me deixa amarrado exatamente onde estou agora...

sábado, 22 de setembro de 2007

Falando nisso...

Por falar em dinheiro, dever dinheiro, não pagar, meu amigo Da Silva mandou uma contribuição para este blog.

A história se passou em Campina Grande.

"Emprestar dinheiro a amigo é complicado. Você corre o risco de perder o amigo e/ou dinheiro. Se o cara atrasa o pagamento, você cobra e certamente ele se chateia. Às vezes paga o que deve (atrasado), mas fica cheio de ressentimentos.

Um amigo meu, ex-repórter de tevê, encontrou uma maneira eficiente de cobrar ao devedor.

O repórter foi fazer a cobertura de uma festa. E quem estava lá dançando, cheio de alegria?

Ele mesmo, o devedor!

No dia seguinte, a matéria sobre o evento contava com o seguinte trecho:

'A festa estava lotada.
Tinha gente muito à vontade.
Gente dançando.
Gente paquerando.
Gente que, aparentemente, não deve nada a ninguém'.

Nesta última frase, com a ajudinha do editor de imagens, o repórter cobrou a dívida inserindo a imagem do devedor no vídeo. E foi ao ar assim mesmo...

Na segunda-feira, o devedor, chateado, pagou o empréstimo.
Os dois continuam amigos, mas sem empréstimos, claro..."

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Brasileiro é cabra safado mesmo!

Para que ninguém venha aqui dizer que eu sou falso moralista, por causa do post de quinta-feira, deixe-me contar uma história rápida.

No penúltimo dia da minha viagem para Europa há quase um ano, fui a um bar em Lisboa assistir ao clássico inglês entre Manchester United e Chelsea. Já estava quebrado de dinheiro, não tinha a mínima condição de ficar bebendo cerveja à toa, muito menos de visitar mais museus e mais igrejas.

Tinha nada mais que 45 euros na carteira.

Sentei em frente ao balcão antes do início do jogo.
Pedi uma cerveja.
Outra.
O jogo começou
Mais outra...
O garçom era do interior do Paraná, super-simpático.
Uma rodada dupla.
E o jogo já no segundo tempo.
Mais uma cerva.
"Caraca, eu tô bêbado... Quanto vai dar essa conta?"
A última... "Cadê o paranaense? Ih, já é uma graçonete, puxo papo ou não?"
A saideira!
"É melhor deixar quieto, ela tá trabalhando".
Manchester 1 x 1 Chelsea.
- Moça, por favor, me traz um sanduíche de frango e uma coca, por favor...
Outra coca e uma água com gás.
"É, vou ter que pagar no cartão (que também já estava estourado). Vai dar muito cara esta p*rra".
- A conta, por favore...
"Um sanduiche, duas cocas e uma água com gás. Em euros: $11,50. Ué, cadê as oito cervas?".

Pensei em chamar a garçonete para corrigir o valor. Deveria pagar uns 30 euros, no mínimo. Passei tanto tempo no bar que mudou o turno dos garçons, o paranaense esqueceu-se de cobrar minhas cervas e a garçonete não sabia que havia bebido tanto.

Abri a carteira e vi minhas últimas notas de euro lá. No dia seguinte teria que pegar um taxi para ir ao aeroporto, as malas poderiam passar do limite de peso da TAP, eu precisaria daquela parca graninha ali na carteira...

Cinco segundos para pensar e decidir:

Ser honesto ou malandro?
Ser honesto ou malandro?
Ser honesto ou malandro?

Fui "malandro". Deixei 15 euros no pires onde estava a conta do sanduíche e saí fora...
Daí se explica a mais famosa frase do filósofo Anacleto Reinaldo:
"Brasileiro é cabra safado mesmo!"

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Quase um pessimista

Tenho severas dúvidas quanto ao funcionamento das instituições públicas no Brasil. Na verdade, sou até um pouco pessimista em relação ao país.

Um lugar onde o 50% da população pensa que ser inteligente é levar vantagem sobre o outro não pode ir para frente. A outra metade é quem se dá mal.

Um ex-presidente do Brasil, em recente entrevista, disse que o país pode até crescer e se desenvolver economicamente, mas ainda faltará civilidade aos brasileiros. Herança do Brasil Colônia.

Não sou o exemplo perfeito de cidadão.
Mas não deixo de me decepcionar com o que ocorre em minha volta.

Um companheiro de trabalho foi baleado na periferia de Brasília e o caso ganhou notoriedade nacional (filhodapauta.blogspot.com). AAAAAAgooooorrraaa que o governo vai começar a se movimentar para cuidar da violência no Entorno do DF.

Posso ficar tranqüilo, então, por dois meses.
Depois o caso cai no esquecimento e as hitórias vão se repetir.
Mudarão apenas os personagens e o endereço.
Espero que não seja o meu...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Troco as pessoas, troco os pronomes....

Até onde sei, não sou disléxico.

Tá, tudo bem. Para não dizer que não sofro deste mal, volta e meia eu troco a posição das letras quando digito no computador. É um caso moderno de dislexia.

Mas existem algumas palavras que simplesmente eu não sei o significado. Por mais que me expliquem, elas não criam raízes no meu subconsciente.

Qual é a diferença entre assar ou cozinhar algo?

Sinceramente, eu não sei.

Quando vou explicar para alguém que meu almoço em casa é carne com batatas, não sei se cozinho carnes e asso batatas ou vice-versa. É bem verdade que as carnes, às vezes, são fritadas/queimadas.

Fritada e queimada é a mesma coisa?

Saindo do campo da comida (que nunca dominei, bu the way), não faço a mínima idéia de qual é a diferença entre ansiedade e angústia.

Uma pessoa que conheci recentemente me explicou que angústia é quando você carrega um sentimento de que algo que você quer muito não vai dar certo e você sente-se impotente para mudar a situação. Ansiedade, pelo tanto que entendi da explicação, está contida na angústia, mas não envolve impotência ou insucesso.

Para finalizar:

qual é a diferença entre lilás e roxo?

Eu garanto que não sou daltônico...

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Tudo menos bacon

Fui ao supermercado nesta semana e comprei pão de forma, queijo mussarela (ou muçarela, como diz o Correio Braziliense). Manga, goiaba, laranja e morango. E, claro, as tradicionais pizzas de frango com catupiry e calabresa.

Estas são minhas opções caseiras de jantar. A refeição noturna é (ou era, a partir de agora) a única coisa que ainda me atormenta nesta morada desarrumada e solitária na Octogonal.

Pensei em comprar algo para acompanhar o pão com queijo. Vi salame, presunto, bacon...opa! Bacon não. Bacon não entra mais nesta casa.

Eu explico:

Em julho, passei um mês longe de casa. Antes de partir, contudo, limpei a pequena geladeirinha ao lado da minha cama. Tirei pizza velha, chambinho, asa de morcego, antena de barata, caco de telha, e toda espécie de coisa ruim que estava esquecida no pequeno compartimento onde as comidas ficam congeladas lá. Desliguei a geladeira para "economizar energia".

Voltei no início de agosto, passei mais três dias no DF e segui em outra viagem.

Ao retornar em definitivo, resolvi repovoar minha geladeirinha.

Foi só abri-la para me arrepender pelo resto da vida de ter feito isso. A pobre, pequenina e singela geladeirinha, que recebe o inexplicável nome de frigobar, estava inteiramente podre.

Podre.
Podre.
Podre.

Eu havia esquecido um pacote cheio de bacon no âmago do compartimento de congelar as comidas. Sem temperatura baixa, o gelo que protegia o bacon de apodrecer derreteu, ao derreter, a comida estragou, as traças, micróbios, futuns e coisas afins que convivem comigo às escondidas aqui partiram para o ataque e cagaram na minha cabeça.

Ou melhor, cagaram na minha geladeirinha.

Se eu demorasse mais dois dias para chegar de viagem, alguém chamaria a polícia para arrombar a porta, tamanho era o cheiro de porco morto no meu apartamento. Por sorte, ele ainda se retinha ao espaço interno do frigobar.

Por que diabos havia um bacon ali naquele lugar se eu nunca assei bacon na vida?
Parecia um castigo, porque na primeira viagem que fiz após desligar a geladeira, comi bacon todos os dias no café da manhã, ciente de que aquilo estava entupindo minha conorária.

Bom, para não me prolongar mais porque este post já tá fedendo:

A pobre geladeirinha ainda fede mais que raposa morta em beira de estrada, apesar do bravo esforço quinzenal de Aldenizia para eliminá-lo, e prometi a mim mesmo que não comerei mais bacon.

Vai ser pão com queijo mesmo e ponto final.

domingo, 16 de setembro de 2007

Ocupando espaço vazios

Tenho a mania de prestar atenção na maneira como as pessoas contam uma história. Observo gestos, expressões faciais, postura, sotaque e até a maneira como encaixa as palvras na frase.

Acho que isso é coisa para psicólogo comportamental, mas até me ajuda quando estou fazendo uma reportagem especial. Fiz muito isso quando fui ao Pan e à Formula 1, no ano passado. São as chamadas matérias de comportamento.

Uma das coisas que mais gosto de prestar atenção são as palavras usadas para ocupar espaços vazios na conversa, você tá entendendo?

Pronto. Esse "você tá entendendo" aí já uma ocupação.

Quem fala assim, de acordo com meu amigo Samy, é um famoso jornalista da Bandeirantes, que cobriu a morte de Ayrton Senna pela Globo. Todas as frases dele termina desta maneira. De tanto Samy repetí-la, eu peguei essa mania.

Tem um velho amigo dos meus avôs maternos que costuma explicar uma história dizendo o seguinte:

- É porque, entendeu? A gente vai para ...

Dá vontade de dizer: "não, não entendi. Você só disse 'é porque'".

Todas as frase têm entendeu no meio.

Nosso presidente Lula, por exemplo, ocupa os espaços em branco nos discursos dele com o tradicional "ssssabe" ou então "ou sssseja". Tipo assim:

- O Brafffiil, ssssabe, está crescendo. O Bolsa Família está atendendo a milhões de pessoas, ou sssssseja, elas estão saindo da miséria.

Pode prestar atenção. Sem contar a frase de introdução de todos os discursos.

- Eu estou convencido, sssssabe, que nunca na hiffftoria deste paifff.

É amigo...

Esse "é amigo" é de Galvão Bueno, quando encerrou o repertório de comentários óbvios em jogos dramáticos. Jogos dramáticos, a propósito, também entra na lista de expressões feitas para ocupar espaços vazios.

Eu, por exemplo, não troco nenhuma dessas palavras pelo o eficiente "Nééééé?".

O explica tudo.
Né?

sábado, 15 de setembro de 2007

Refém do google

A cada instante me vem aa cabeça a idéia de um post novo aqui neste blog.

Uma piada;
um comentário indignado sobre corrupção;
uma lembrança agradável;
uma história interessante, mas impublicável.

é, apesar de ser visitado por sete pessoas mais eu mesmo, ainda fico receoso de colocar aqui tudo que gostaria. Na verdade, gostaria de publicar aqui tudo (sobre nada!).

Mas vai que algum internauta tão curioso quanto eu, que digita palavras aleatórias no google para ver se existem sites sobre aquela palavra, lê algo que o ofende aqui e eu me dou mal?

No meu outro blog, filhodapauta.blogspot.com, eu já me queimei feio ao falar de um cara que jamais vi na vida. Citei detalhes pessoais do camarada, que fez exatamente isso que descrevi no parágrafo acima. Digitou o nome dele no google e viu tudo lá. Tudo bem que ele é repórter da globo, uma figura tão pública quanto heloísa helena, por exemplo, ou, sei la, qualquer outra figura que freqüentemente aparece na tevê, e que sofre com assédio nas ruas.

O post ainda está lá no FDP, mas cheio de asteriscos no lugar das letras do nome do cara. Soube que ele queria imprimir o texto e vir falar comigo, mas quando foi procurar o post, só encontrou asteriscos. Me livrei dessa, também, por intervenção de amigos em comum.

Para evitar novo constrangimento, vários textos aqui terão nomes de pessoas e até lugares alterados, de modo que nenhum curioso confirme que estou contando uma história sobre ele mesmo (o curioso do Google).

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Do Japão para Bodocongó

Na tentativa de ser solidário aa humildade do pai de uma atleta olímpica do Brasil, fiquei como o besta na história.

Os pais dessa atleta moram numa casinha bem simples em Bodoncongó, bairro de classe média baixa de Campina Grande. Não é favela, mas também não é lugar para gente que tem dinheiro. Fui fazer uma reportagem com o pai da "moça", que estava prestes a competir nas Olimpíadas de Sydney, há sete anos (Isso tudo?????).

A casa parecia recém-pintada, com forte cheiro de tinta e as paredes úmidas, os dois quartos, o banheiro e a cozinha eram divididos da sala por cortinas. Não havia portas.

Na sala, contudo, no mesmo patamar de troféus, medalhas, diplomas e fotos da tal atleta estava um aparelho de DVD novinho em folha, com aqueles adesivos coloridos e tudo mais ainda colado.

Nitidamente, faltava uma casa para aquele aparelho.

Chegando mais perto, percebi que ele era todo em japonês. Nem a tecla de Play, com aquele triangulinho virado de lado, era em inglês. A atleta trouxe de uma viagem que fez para o Japão.

Naquela época (é, realmente, já tem um tempinho mesmo), DVD não era uma coisa fácil/barata de se encontrar no mercado, principalmente em Bodocongó.

Agora entra a situação citada no primeiro parágrafo deste post.

Tentando ser solidário aa humildade do velhinho pai da atleta, puxei assunto sobre o tal aparelho.

- Pôxa, que legal esse DVD, hein? É difícil demais mexer nele, né, não?
- Difícil? Que nada, olha aqui... senta aqui, deixa eu te ensinar. Esse botão aqui passa o CD para frente, esse aqui volta a imagem, esse outro aqui aparece essas informações na tela. Apertando aqui, o compartimentozinho de cd abre e você pode trocar de filme...

Ah, bom!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

O que é o preconceito!

Em um boteco chamado Empório Brasília, numa apertada rua no interior de São Paulo, eu e mais três jornalistas de Brasília nos encontramos com um grupo de repórteres paulistas.

Papo vai, papo vem, pedimos uma batata frita e uma cerveja. Os anfitriões ficaram impressionados porque nenhum dos jornalistas de Brasília eram nascidos em Brasília.

Parece aquelas piadas velhas e sem graça, mas nosso grupo tinha um baiano, um gaúcho, um mineiro e um paraibano.

Uma gordinha riu na hora que falei de onde vinha. Perguntei o motivo. Ela tossiu, como se estivesse limpando a garganta para passar meia hora gastando saliva justificando-se, mas respondeu que seu irmão fora casado com uma paraibana, e"graças a Deus acabou, porque ela era muito danada".

Papo vai, papo vem, mais uma porção de carne com fritas e outra cerveja. Era nosso jantar, após um dia inteiro de viagens, apuração e finalização de uma página de matéria sobre a final do campeonato brasileiro de basquete.

Acabou o papo, acabando o encontro, pedi uma notinha de consumo para o garçom.
A tal da gordinha olhou para mim e perguntou se eu não tinha vergonha de pedir uma notinha que seria apresentada dias depois no jornal para comprovar o gasto da verba recebida para a viagem.

Achei engraçado, pensei que fosse uma brincadeira, e respondi perguntando o porque daquela ofensa gratuita.

- Você tomou duas cervejas e comeu batatas fritas ainda quer que o jornal pague???
- Bom, poderia ser coca-cola, água de coco, Chateauneuf-du-Pape , mas eu pedi cerveja. Eu queria tomar cerveja. Não fiquei bêbado, apenas queria beber cerveja e jantar batatas...

Percebi que não devia qualquer justificativas aa ela, que estava visivelmente bêbada e descontrolada.

Como se eu fosse o culpado pelos chifres que o irmão dela levou da minha conterrânea, a miss simpatia não se constrangeu em soltar seguinte frase:

- Só podia ser paraibano mesmo, viu!!!

Engoli essa. Tinha mil opções para respondê-la, mas engoli.
Não sou de briga. Definitivamente!

Tive a chance de responder aa provocação num outro trecho da conversa, alguns minutos mais tarde, quando falaram que em Brasília só tinha ladrão.

- Quem manda os ladrões para lá são vocês e não o sofrido, porém heróico, povo da Paraíba.
(Que mentira, tem uma pancada de bandido paraibano fazendo a festa na Esplanada!!!)

Eles e a gordinha tiveram que engolir. Sem notinha...

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Mudança de hábito

Com a internet ligada ao lado da minha cama, abri mão de um dos hábitos mais saudáveis que adquiri nos últimos tempos.

De fevereiro a agosto, revelei-me um devorador de livros. Li o Reino e o Poder, A História Verdadeira, O Estrangeiro, Abusado, Cem Anos de Solidão, Dez Reportagens que Abalaram a Ditadura.

Ãhn, tudo bem, são só seis livros. Uma média de quase um livro por mês.

Para meus padrões é uma marca extraordinária.

Na mesinha ao lado da minha cama, já há uma pequena pilha me esperando: Corações Sujos, A Trilogia Dupin e Dia do Curinga, além de Histórias do New York Times que estou lendo para escrever uma crítica para o jornal.

Mas com essa internet e esse blog me provocando aqui do lado da cama fica difícil, né???

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

- Não, nada não!

Com passadas aceleradas, caminhando contra o sol e o vento seco, vi um camarada de bicicleta láááá longe. Com a minha mania de encontrar sósias, imaginei que fosse um cara com quem (tento) jogar basquete uma vez ou outra. Ou uma cópia dele.

O ciclista foi chegando perto, o sol queimando na testa, a luminosidade passando pelas frestas do óculos escuros e incomodando a vista, tive certeza de que aquele cara era o do basquete e não mais uma sósia.

Dez metro à frente, ele percebeu que eu o encarava e fez o mesmo.

Lado a lado, frente a frente, tive certeza que quem vinha na bike era meu colega. Joguei a cabeça para trás e levantei o rosto, sem falar nada. Entre conhecidos, o gesto é recebido como uma saudação.

Entre estranhos, é quase como um:

- Vai encarar?

Depois que ele passou, percebi que não o conhecia.

Dez minutos mais tarde, o ciclista passa por mim de novo, repete o gesto com a cabeça:

- Qual é a tua?

E foi embora.

domingo, 9 de setembro de 2007

Pode até parecer fraqueza, pois que seja fraqueza então

Esta é complicada até de explicar, mas vamos lá...

Na França só se brinda (tim-tim) olhando nos olhos.
Conheço pessoas que se concentram tanto quando estão explicando algo que só miram os olhos do "ouvinte".

Confesso que tenho uma certa preguiça de olhar nos olhos de todo mundo. Se você estiver conversando comigo e eu estiver olhando diretamente no teu olho, é porque já estou pensando em outra coisa.

Neste final de semana, por exemplo, Ana Paula está aqui em Brasília e no meio de nossas centenas de milhares de conversas notei uma coisa (e agora vem a parte complicada).

Eu posso olhar no olho de uma pessoa que está olhando para o meu, sem que aquele olhar me desconcentre (ou até mesmo desconserte).

Quando se olha nos olhos, mira-se só em um. O outro apenas auxilia na "mirada". A tática é: fixar o olhar no "olho auxiliar", porque ele (o auxiliar) está te olhando, mas não com a mesma profundidade do outro.

Claro que isso só serve para assuntos de pouca ou quase nenhuma relevância na vida. O que não é o caso de Ana Paula...

Complicado, né?

PS - Quantas vezes eu repeti a palavra olho neste post?
PS2- Eu avisei que esse blog era tudo sobre nada...

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Brasília, TQQ

Esta semana foi quase de um funcionário público para mim.

Este feriado na sexta-feira deu outro ritmo no trabalho. Quando chegou a quinta, eu já estava em clima de folga, principalmente porque Ana Paula estava para chegar.

Fico curioso para saber como é a vida daqueles cujo calendário é popularmente chamado de TQQ: terça, quarta e quinta. Basta dar uma descidinha até a Esplanada dos Ministérios e tribunais para ver que a vida profissional de um bocado de candangos é assim.

Tenho, basicamente, duas dúvidas:

1 - Toda semana tem clima de feriado?
2 - Eles não ficam com peso na consciência?

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

O que para jantar?

Já são sete meses morando só. Há mais de 10 anos eu já pensava em morar só. Em Brasília, esse é um detalhe importante.

Podem achar que é egoísmo ou porque eu tenho algum problema com a minha família, mas, garanto, não tem nada a ver.

Nada a ver mesmo!

Eu sempre gostei dessa sensação de auto-suficiência. Tenho plena certeza que, infelizmente, estou longe de ser auto-suficiente. Mas eu gosto dessa mentirinha infantil.

Desde que meus pais, meus irmãos e minha namorada deixaram de conviver diariamente comigo, não tive nenhum grande problema para me adaptar a esse estilo de vida.

Minha maior dificuldade tem sido escolher o que jantar, ao voltar do jornal.

Já tentei me sustentar na base da fruta. Se elas não apodrecessem tão rápido...
Já dormi sem comer nada várias vezes. Preguiça, sabe como é, né?
Já enchi o saco de comer McDonalds/Bob's/Giraffa's depois do trabalho.
Tô perdendo a paciência com essas pizzas Perdigão/Sadia de frango com "catupiry" que se transformam numa bomba dentro do meu estômago logo depois que deito para dormir.
Agora, por exemplo, tô assando uma pizza, mas já tô pensando no que vou jantar amanhã.

Provavelmente, outra pizza.

Histórias da seca candanga

A terça-feira amanheceu parcialmente nublada aqui em Brasília, depois de mais de três meses sem uma nuvem no céu. Não passou de uma ameaça. Aliás, já são 106 dias sem cair um pingo de água na capital federal (depois falam de Livramento-PB!!!!).

A pior seca do DF foi em 1963, com mais de 160 dias sem chover, dizem os especialistas. Imagine o que os moradores recém-chegados aa cidade imaginaram nesse período, hein?

A pior seca que já enfrentei em 13 anos como candango foi em 1994, se não me engano. No dia das crianças - e em outubro já não é mais tempo de seca por aqui- a umidade relativa do ar chegou a 10%.

Daí se explica meu rendimento na extinta Marotinha, uma corrida para crianças realizada dia 12 de outubro.

Eu estava na categoria 13 e 14 anos para correr 1,5km.
Cheguei em penúltimo, aa frente apenas de um gordinho rosado.

Sabe quem venceu a prova?
Marílson Gomes dos Santos, atual campeão da Maratona de Nova Iorque. Anos depois, em entrevista, ele revelou que foi nessa marotinha que decidiu virar corredor.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Época da colheita

A maioria dos meus amigos - e olhe que eu não tenho tantos amigos assim - fazem aniversário em setembro, outubro ou novembro.

Só neste início de mês, por exemplo, eu poderia citar seis ou sete aniversariantes.
Meu irmão, por exemplo. Depois eu fala o nome das outras pessoas.

Minha tese é:

O verão é afrodisíaco.
Janeiro é afrodisíaco.
É o mês do acasalamento no hemisfério sul.
Aliás, fevereiro também, por causa do carnaval.

Eu, por exemplo, nasci em dezembro.
Mas descobri que o carnaval em 1980 foi em março....
Estes próximos meses, portanto, são a época de colher os frutos!

Quantas pessoas você conhece que faz aniversário neste mês?

domingo, 2 de setembro de 2007

"Eu nunca lutei!"

- Eu apenas informei ao professor que há três anos deixei de ser meio-campista e tenho atuado mais como segundo atacante.
- Ah, pois é, eu me lembro. Na época, tu até relutou com a mudança para ser atacante...
- Não, não. Nunca lutei com ninguém aqui!
- Não, eu digo assim, tu ficou meio chateado, não gostou de jogar como atacante.
- Ah, sim. Isso sim!

Saudades do vício

Palito de fósforo e repelente para comprar.
Lasanha no forno.
Carne "temperada".
Roupas esparramadas em um espaço de 28 metros quadrados.
Um livro de 300 páginas para fazer uma resenha até quarta-feira.
E eu aqui na internet. Nas últimas 24 horas, passei 16 somente aqui de frente para este computador. Inclusive, criei este blog.
Tô matando a saudade do resto do mundo...

Sem possidônios

Tá completando dez anos da primeira vez que criei um email falso para atacar os jornalistas concorrentes. Era um email do "falecido" Zipmail e o nome era Possidônio. Uma homenagem a um amigo disléxico que trocava as palavras, pensando que tava falando bonito.

Para ele, pseudônimo era Possidônio.
Até hoje esse email existe, mas faz mais ou menos uma década que não uso.
Aliás, eu não criei outro email com possidonios.

É que tomei vergonha na cara e se tiver que criticar alguém (e isso eu só faço com quem realmente eu me interesso), eu digo na cara mesmo.

Acontece, e meu amigo Da Silva sabe muito bem disso, que nem todas as verdades podem ser ditas. Neste blog, por exemplo, se alguém inventar de criar um possidônio para fazer um comentário maldoso eu censuro na mesma hora.

O blogger criou, finalmente, um mecanismo de moderação nos comentários. Então, quando você comentar (se o fizer, claro), terá que esperar minha aprovação para vê-lo publicado.
Fazer o que, né?

sábado, 1 de setembro de 2007

Um blog pessoal

Desde que comecei a blogar, em novembro de 2005, várias idéias de blogs novos me vieram à cabeça.

No filhodapauta.blogspot.com, espaço que divido com Léo Alves e Pedro Henrique Freire, repetidas vezes já sugeri que tipo de blog gostaria de fazer por conta própria. Nada contra meus amigos Léo e Pedro, é um pouco de egoísmo, mesmo.

Muito de nada é uma das coisas que repeti nos Filhos da Pauta que gostaria de escrever com freqüência. Queria deixar de lado o tom sério que tento passar no Filhos da Pauta, e escrever historietas que saio contando aí pelo mundo.

Coisas que vi, vivi, ouvi, li ou sonhei. Diferentemente dos tempos de colégio, estou numa fase da vida em que escrever tem me deixado cada dia mais feliz. Mesmo que tenha escrito besteira, que é bem provável que aconteça aqui.

Aliás, queria que este blog se chamasse mentirassinceras, mas o blogger não deixou e só me deu opções absurdas para usar essa expressão de cazuza. Tentei, também, raspaserestos, da mesma música, mas o blogger é muito rígido nas opções.

Ficou assim mesmo:

Muito do que já disse por aí, por esse meio de mundo.
Nada demais...