Foi a última coisa que eu ouvi antes de deixar a Praia do Futuro, em Fortaleza, no sábado.
Estava com meus pais e minha irmã num bate-papo descontraído, com os pés na areia, cheio de protetor solar, tomando algumas geladas, até que o cara, que estava na barraca ao lado me surpreendeu com esta declaração, no meio do nada, enquanto dava tapinhas de provocação no meu ombro.
No auge de minha inocência e incapacidade de acreditar na maldade das pessoas, sorri, imaginando que seria mais uma piada de cearense (terra da 'piada do dia'), até que meu pai me alertou que era sério mesmo...
Hesitei por um segundo em acreditar, mas, de fato, ninguém fala isso para outra pessoa e passa incólume.
Eu, como nunca briguei na vida (briga aos 12 anos de idade não conta, neste caso, né?), fiquei logo com a cara vermelha, no mesmo momento entrou um maribondo (primeira vez que escrevo esta palavra na vida!) na caipirinha do meu pai, minha mãe ficou encarando a gordinha de biquini verde que estava junto com o maluco brigão. Minha irmã procurou o graçom para pedir a conta.
O brigão, por sua vez, foi ao mar, deu um mergulho e voltou inchado como um cururu-teitei. De estatura mediana, ele tinha a cara de bola, aparentava 30 e poucos anos, os dentes podres e ligeiramente separados, pele avermelhada de praia, parrudo, bonezinho do Asa de Águia ou qualquer outra merda desse tipo, sunga...tchan tchan tchan tchan...camuflada em cinza e branco, como motivos militares.
Ele ficou remexendo a cadeira dele, na areia, em frente a mim, e falando ao celular, se segurando para não vir me dar um murro na minha boca.
Pagamos a conta e fomos embora.
Sei lá se o cara tava armado, tava querendo briga mesmo. Suspeito que ele imaginou que eu estivesse azarando ele porque a mesa dele ficava na direção do bar e o serviço era de péssima qualidade, lento e confuso. Portanto, eu me virava para direção do bar, e consequente e inocentemente, para ele, procurando o garçom. Mas o maluco de tanga do exército encarou aquilo como um cantada de um viado com cara rosada.
Não ia voltar de Fortaleza com um corte no supercílio, não é verdade?
Agora, meu amigo, me diz por qual motivo eu iria olhara para esse maluco se eu tinha, BEM do meu lado, esta vista...
8 comentários:
Guri, o que é cururu-teitei?
Nunca ouvi isso na vida.
Seria um tipo de sapo?
(lembrei por causa da música do sapo cururu)
ahaha
cris, é um sapo, sim. aqueles sapos cheinhos, sabe?
Caralho... Nesse caso eu eu faria o mesmo que vc! Pagaria a conta e cascava fora. Creio que turistas estrangeiros morrem de bobeira por esse mesmo motivo. O cearense já tem fama de corno bravo e viadagem enrustida. Mas antes de me retirar, apontava essa gostooooooosa aí pra ele e diria: "Dá carrin não mah! Eu gosto é piriquita!!!"
Essa história está muito mal contada... Fala a verdade vai. Tu se amarra num barrigudinho com sotaque nordestino, né? :)
ui papai!
mas to de acordo, saia fora na mesma hora. num tem rpa q arrumar briga boba por nada.
Sensacional!!! Nem precisou conhecer pra sacar a verdadeira identidade sexual de Biliiiiiiiiiica!!!
Caraca DB, sai de Sampa pra azarar os nativos de Fortaleza na frente da sua família, kkkkk...
Adorei o desfecho da história. Já tava pensando que vc era viado e froxo. heheheh
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