Fui ao supermercado nesta semana e comprei pão de forma, queijo mussarela (ou muçarela, como diz o Correio Braziliense). Manga, goiaba, laranja e morango. E, claro, as tradicionais pizzas de frango com catupiry e calabresa.
Estas são minhas opções caseiras de jantar. A refeição noturna é (ou era, a partir de agora) a única coisa que ainda me atormenta nesta morada desarrumada e solitária na Octogonal.
Pensei em comprar algo para acompanhar o pão com queijo. Vi salame, presunto, bacon...opa! Bacon não. Bacon não entra mais nesta casa.
Eu explico:
Em julho, passei um mês longe de casa. Antes de partir, contudo, limpei a pequena geladeirinha ao lado da minha cama. Tirei pizza velha, chambinho, asa de morcego, antena de barata, caco de telha, e toda espécie de coisa ruim que estava esquecida no pequeno compartimento onde as comidas ficam congeladas lá. Desliguei a geladeira para "economizar energia".
Voltei no início de agosto, passei mais três dias no DF e segui em outra viagem.
Ao retornar em definitivo, resolvi repovoar minha geladeirinha.
Foi só abri-la para me arrepender pelo resto da vida de ter feito isso. A pobre, pequenina e singela geladeirinha, que recebe o inexplicável nome de frigobar, estava inteiramente podre.
Podre.
Podre.
Podre.
Eu havia esquecido um pacote cheio de bacon no âmago do compartimento de congelar as comidas. Sem temperatura baixa, o gelo que protegia o bacon de apodrecer derreteu, ao derreter, a comida estragou, as traças, micróbios, futuns e coisas afins que convivem comigo às escondidas aqui partiram para o ataque e cagaram na minha cabeça.
Ou melhor, cagaram na minha geladeirinha.
Se eu demorasse mais dois dias para chegar de viagem, alguém chamaria a polícia para arrombar a porta, tamanho era o cheiro de porco morto no meu apartamento. Por sorte, ele ainda se retinha ao espaço interno do frigobar.
Por que diabos havia um bacon ali naquele lugar se eu nunca assei bacon na vida?
Parecia um castigo, porque na primeira viagem que fiz após desligar a geladeira, comi bacon todos os dias no café da manhã, ciente de que aquilo estava entupindo minha conorária.
Bom, para não me prolongar mais porque este post já tá fedendo:
A pobre geladeirinha ainda fede mais que raposa morta em beira de estrada, apesar do bravo esforço quinzenal de Aldenizia para eliminá-lo, e prometi a mim mesmo que não comerei mais bacon.
Vai ser pão com queijo mesmo e ponto final.
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5 comentários:
Título de blog melhor, não há! Muito legal! Parabéns, jovem!!
Hélbio Caetano
Acho melhor você se manter na combinação: lasanhaS + pizzaS!!!
Qualquer coisa chame Bebê para lhe acompanhar...
Cara, bacon é vida, bacon é mais.
Taí um ingrediente que não falta na minha cozinha.
Porra, pelo perfil e biotipo avantajado da galera que curte o bacon, acho que vou mante-lo fora da minha dieta. E ainda fede mais que raposa morta em beira de estrada, ehehehhee..
abs
Entrei no seu blog e adivinha o que? Voce me mencionou numa historia, embora nao tenha dito meu nome. Legal.
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