sábado, 19 de setembro de 2009

She comes in colors everywhere

O lugar mais lugar-comum de Brasília é o céu de Brasília. Olha isso:

Até Djavan já cantou o céu de Brasília. Segundo ele, o céu de Brasília é o traço do arquiteto. Ou não. Depende de como você interpreta aquele trecho da música. Pode ter uma vírgula ou ponto final ali entre o 'Céu de brasília. Traço do arquiteto". (Djavan também já disse que branca é a tez da manhã)
Anyway, quantas cores tem nesta foto aí ?
Eu contei seis: branco, amarelo, laranja, duas tonalidades de azul, cinza/preto. Tipo, seis e meio. Durante 30 dias, acordei entre 6h e 6h45 para tirar fotos do nascer do sol da janela do meu quartim-cubículo. Deu nisso.

Pode apostar que não tem efeito de máquina ou photoshop. É o céu de Brasília.
O sol nasce mais tarde do que no autoentitulado 'Extremo Oriental das Américas', por motivos óbvios. Lá, às 5h, já tá rolando uma luz de meio-dia. Mas no DF nasce com muito mais personalidade do que na terra onde 'o sol nasce mais cedo'.
A impressão que fica é que ele vai provocar um incêndio apocalíptico antes de passear pelo céu de brigadeiro, peculiar desta época do ano em Brasília.
Às vezes, como você já percebeu nas fotos anteriores, encontra alguns obstáculos pelo caminho. Fruto, dizem os politicamente corretos, do aquecimento global, que tira de Brasília sua característica climática mais marcante para agosto e setembro.
Mas não deixa de ser uma imagem incrível.
Ou várias...
PS - Este post é melhor visualizado ao som de Rolling Stones:

4 comentários:

Ana Clara disse...

Que demais. Essas fotos podem matar uma despatriada como eu!

Leandro Galvão disse...

Simplesmente demais. É por isso que o aluguel do seu quartim é mais caro que o meu. A vista pro meu dá para um matagal de uma escola infantil.

Sem mais para o momento

RC disse...

Taí. É fato.

Astier Basilio disse...

o Djavan
é a versão sonora
de Gilberto Gil
pensando.
:D

Belo o céu que te protege