Fiquei sem saber o que dizer quando o taxista de Lima me perguntou, no último dia da viagem, se o governo Lula era bom ou ruim?
Uma pergunta fácil dessas e eu lá pensando em portunhol na resposta, para soltar, logo em seguida:
- Depende!
É, depende. Se você ler muito jornal, vai achar o governo Lula uma merda. Se só vir tevê, então tá ótimo.
Nas bancas de revistas de La Paz, todas as revistas semanais e os jornais eram detonando Evo Morales. Eu conversei com uns bolivianos e eles defendiam veeementemente Evão. Em Roma conheci um indiano que estava voltando de Dallas, onde estudava, para a sua cidade, Chennai, porque o presidente colocou a Índia nos eixos e tinha emprego sobrando lá para ele.
(De volta à história do lide)
Isso é resposta que se dê para um taxista? Ele queria saber 'sim' ou 'nao'.
Bueno, depois fiquei pensando no que seria um governo bom ou ruim para mim. Pensando individualmente, de forma intransferível, egoísta mesmo...
É o governo que me faz ganhar dinheiro, que não me deixa inseguro caminhando às 3h30 da manhã, em São Paulo? Ou é o governo que tira crianças da rua, que organiza as finanças, que mantém hospitais e escolas em pleno funcionamento?
Sei lá...As duas coisas. Até porque elas estão diretamente relacionadas. Bom, então, pensando assim, o governo Lula não está bom. Nem nenhum outro esteve. Nunca nenhum esteve.
Só lá na PAraíba que o governador ou prefeito ou sei lá quem constrói uma pista com dinheiro federal e ganha eleição porque "fez muito pela Paraíba". Toda vez que vou a João Pessoa ou Campina Grande me perco em uma rua recém-asfaltada pelo prefeito. "Pense num caba trabalhador".
Mas para mim, é tudo tão distante da gente, né?
No final das contas vai pela empatia.
Igual ao Obama.
Muito legal que um negão seja presidente dos EUA, que um reacionário fdp tenha saído fora da presidência e tudo mais...mas, trocando em miúdos, beeeeeemmmm miudinho mesmo:
Change has come to America?
Pode ser. Mas para alguns.
Para mim, tanto faz.
Ou não!
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Um comentário:
Não diria que sim, nem que não, muito pelo contrário, pois, no fim das coisas, tudo depende de como você está vendo. Se for sim, pode ser uma boa resposta. Se for não, é o que se tem a dizer. Mas tudo pode mudar. Porque opinião, como diz um amigo meu aleijado, é que nem braço: tem gente que tem; tem gente que não tem.
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