domingo, 26 de abril de 2009

You better learn to crawl

Eu nunca escrevi sobre música. Bueno, para ser honesto, escrevi uma vez aqui neste humilde espaço mas sem me adentrar num campo sobre o qual tenho pouco conhecimento.

Escrever sobre música é como escrever sobre vinhos... Melhor: é como escrever sobre cerveja. Qual é a diferença da Paulaner para a Antártica Original? Sei lá, só sei que eu prefiro a Paulaner. É melhor e ponto final. Jamais conseguiria dissecar meu paladar para comparar a alemã com a brasilenha.

Mesma coisa com música. Curto muito Killers, Strokes, Kings of Leon. Ultimamente tô recuperando uns sons de 40, 50 anos atrás, como Yardbirds, Jimi Hendrix, Kinks (Valeu, Astier!), Cream e por aí vai.

Mas não existe a possibilidade de distinguir as bandas.

Confidenciei esse fato a White Martins durante nossa passagem pela Costa Rica. Viajamos ao ritmo dos anos 1980. Todas as rádios da Costa Rica (eu disse t-o-d-a-s) tocam apenas músicas de 20 anos atrás e eu conheço várias delas. Muitas eu me lembro desde aquela época mesmo e outras, graças ao VH1.

White ficou, de uma certa maneira, impressionado com meu repertório. Disse a ele, durante a jornada, o que acabei de escrever acima e que lamentava, porque gostaria de escrever sobre Kings Of Leon, mas me faltavam recursos técnicos.

O que é uma vergonha, porque meu pai, com quem as pessoas dizem que eu me pareço, é um exímio tocador de violão, banjo, viola de 12 e 10 cordas, cavaco chinês, guitarra (ele não curte rock), até charanguito, que eu trouxe da Bolívia de presente, e um super violão de três braços, inédito no planeta. O sonho dele era que algum dos filhos acompanhasse no violão, mas não deu mesmo...

Para justificar o nome deste blog, eu escrevi (acima deste parágrafo aqui) esses seis paragráfos e mais uma linha avulsa para dizer que queria muito fazer um post em homenagem ao Kings of Leon.

Eles vieram a preencher uma lacuna deixada pelo Strokes. Por que?, você vai me perguntar.

Simples, eu respondo.

Sempre lamentei porque Casblanca, Moretti, Hammond Jr. e quem mais forma(va) a banda me pareciam pre-fabricados, como uma armação do mercado para pegar os pretenders, tipo eu assim, que dizem gostar de rock mas ouve Strokes e Killers. É o primeiro passo para se acabar uma bandinha legal.

Bueno, até que alguém, acho que foi o Timbu, me contou que existia no sul dos EUA um grupo formado por primos, chamados Kings Of Leon. Os caras cantavam gospel, mas viraram porras-loucas e partiram para o rock. (Neste momento eu deveria explicar qual é a vertente dos caras, mas não sei o que dizer...)

Desde então acompanhei os Reis de Leon, nome do avô da galera da banda. Os dois primeiros cds foram fantásticos (por que, daniel? Sei lá porque. Porque tem Mollys Chambers e seu solo extraordinário. Ta bom?), o terceiro um lixo (por que mesmo, hein?), mas persisti e o quarto, que só chegou ao meu mp3 uns dois meses atrás é espetacular. Também não sei dizer porque o adjetivei desta maneira.

Mas posso fazer melhor do que contar umas mentiras e dar umas opiniões furadas aqui.

Façamos, pois, o seguinte: ouça a música do vídeo abaixo e me diga o que você achou. Aproveite e me explique. Eu juro que quero aprender.



Em tempo: se você prestar atenção nos BGs das matérias do Fantástico, vai ouvir trechos das melhores melodias do Kings of Leon nas reportagens.O sonoplasta da Globo curte tanta a banda quanto eu.

8 comentários:

K.P. disse...

Sempre leio e nunca comentei. Mas um post sobre Kings, seguido do vídeo de Use Somebody (minha preferida), não podia deixar passar em branco. Kings não tem como definir mesmo. Rock-Alternativo-indie-country-até caipiras muitas vezes. Mas incríveis.

Astier Basilio disse...

aí, seu Daniel.
Bora fazer assim, uma vez por semana a gente escreve sobre algo que não entende patavina. Q tal????
E vou conferir a banda, sim.
Não aqui, tem

Mário Coelho disse...

O Fantástico, pelo menos na trilha sonora, é indie. Rola de Kings of Leon a Artic Monkeys, passando por Feist e outras coisas mais obscuras. Gosto muito do KOL, especialmente dos dois primeiros discos. O terceiro e o quarto agora tão descendo, achava antes intragáveis. Agora, dizem que a história dos Followill é meio fake. No início, diziam que os três irmãos e o primo tinham que tocar escondidos e tal por causa da religiosidade da família. Parece que não era bem assim...

Felipe disse...

Po, ainda bem que o Mister Rabbit falou isso aí. Achei que só eu reparava que o background das músicas das ma´terias do fantastico são músicas de rock anos 2000 - e normalmente nao sao os hits. Tipo toca "Jenny Was a Friend Of Mine", do Killers, "Teddy Picker", do Arctic Monkeys, "Ruby ruby rbyyyyyy", do K. Chiefs....

Mas voltando ao Bilica (quem é Bilica?), cara, nao vem com esse papinho humilde nao. Todas as musicas oitentistas (e olha que voce é da decada de 1990) que tocavam nas radios costaricences, das mais toscas às mais desconhecidas, eram imediatamente acompanhadas por vossa senhoria, "O Grande Rato Branco". Saudades de um tempo que você não viveu?

Abs

RC disse...

Esse sonoplasta do Fantástico se amarra em Cake e Portishead (Betty Gibbons) também.

Rodrigo disse...

Hoje em dia eles é que tão parecendo pré-fabricados,com esse visual de boy band,agora o som,ah,deixa prá lá.

DB disse...

astier, excelente ideia!
white martins, fui eu que disse que o fantastico toca bgs do KOL. Mr. Rabbitt acrescentou informacoes.
rodrigo, para mim pouco importa o visual. o bom mesmo é o som. mas gosto nao se discute, lamenta-se...

Anônimo disse...

O pesquisador da rede eh muito repetitivo. Acho que a gente se ilude em achar que ele, a pagina da globo e o uol representam a internet(exagero). Sobre o post de maio, nao esquenta, vc sempre tera um publico cativo. abracao.
bruno