terça-feira, 13 de outubro de 2009

Atenção, tripulação: chek de portas

Doismilenove entrou para história como o ano em quem mais viajei na minha vida. Me arrisco a dizer que nunca mais vou ouvir tantas vezes aquele inglês macarrônico da Paloma Sayumi, xefdicabine, ou os anúncios imperativos do comandante Araújo, em um espaço de tempo tão curto.

Saiba mais aqui.

Entre tantas indas-e-vindas, já deu para decorar as instruções e até ajudar a velhinhas estreantes a seguir as orientações (please, raise your seat to the upright position and make sure your trail table is locked).

Aliás, qual foi escola de inglês que os comissários frequentaram? Não, só para saber, porque eu jamais vou indicar o curso que eles fizeram, principalmente as aulas de spelling and pronunciation...

Até o inglês que se fala na South African Airlines é escalafobético. Mas aí o problema já é meu, que não entendo african style.

Bueno, mas o grande lance, no final das contas, é que aprendi algumas dicas importantes para o conforto e tranquilidade durante o voo. Por exemplo, as companhias metem os passageiros nas fileiras da janela, de frente para trás, depois pelo corredor. Por último, no meio.

Portanto, se você, assim como eu, não quer ter ninguém ao seu lado durante aquelas horinhas, que escolha as últimas fileiras, no corredor, porque a chance é maior de ir com as pernas folgadas. A não ser, óvio, que você esteja num voo para o Rio às vésperas do carnaval, ou indo para São Paulo na semana do GP do brasil de F1, ou subindo para Salvador no verão, ou indo para qualquer lugar no feriado.

Se o voo tiver menos de 90 minutos de duração, até vale escolher a última fileira, aquela que não reclina. Porque você pode perder em conforto nas costas, mas ganha nas pernas. Sim, claro, porque companhia aérea não vai te dar conforto total de qualquer maneira.

Outra dica: o aeroporto mais barato do Brasil é justamente o mais movimentado. Se você vai para SP, escolha Barulhos. É mais longe da cidade e tal, mas é mais barato incluir na viagem. Sabe lá deus por quê. Só em doismilenove eu passei por lá mais de 10 vezes (mesmo). E ainda vou na quinta-feira para a Colômbia, fora os planos do reveillon. É mais barato. Tipo umas 100 lascas mais baratas.

Falando em aeroporto, desde que o avião da GOL caiu na Serra do Cachimbo, em setembro de 2006, que iniciou-se aquela revolta dos operadores de voo, nada foi mudado no espaço aéreo brasileiro. Nada! Aquela confusão que a gente viu no final de 2006 cessou com o tempo e os controladores continuam lá na deles, sobrecarregados. Volta e meia rola uma confusão no aeroporto, mas os controladores continuam na mesma.

Quero só ver quando chegar essa história de Copa e Olympics. Ninguém tá falando dos aeroportos, apertados, mal servidos e limitados...Até porque, a maioria passou por 'reformas' menos de seis anos atrás.

Isso vai dar merda.

Mais uma dica: não beba cerveja no vôo. A 30 mil pés, uma cerveja tem efeito avassalador. Dá uma baita dolor de cabeza. É até meio brega tomar cerveja em aviào. Eu falo porque já tomei várias. Num voo entre Madri e Barulhos, após fazer uma entrevista com Carlos Alberto Parreira em meio ao Atlântico, tomei sete latinhas (com ajuda de uma mulher que estava ao meu lado e não bebia mas pedia por mim, e um mineiro que bebia mais que eu) para comemorar o feito.

Desci trôpego...Para nunca mais!

Anyway, para terminar, deixa eu contar uma história que eu vi num voo entre BSB e SP, dia desses.

Depois da decolagem, o comandante Montenegro passou aquelas informações sobre altitude de cruzeiro, clima no local de destino, as cidades pelas quais sobrevoaríamos e tudo mais. Ao terminar, esqueceu-se de desligar o microfone.

Pelo sistema de som, a gente (passageiro) ouviu ele convernsando com o co-piloto:

- Agora eu vou ligar o piloto automático, tomar um café e chamar a aeromoça para fazer aquele sexo oral caprichado...

Não precisa nem dizer que o avião ficou chocado com os planos ousados do Montenegro.

Nisso, a aeromoça, Bianca Dias, que estava ao meu lado, lá no fundão do avião, desatou seu cinto, saiu correndo pelo corredor desesperada para avisar ao comandante que o microfone estava ligado.

Até que um engraçadinho gritou para ela:

- Não tenha pressa, moça, porque ele ainda vai ligar o piloto automático e tomar um café...

7 comentários:

Diego disse...

hauahuahuahauhauhauha

mentira, velho!

nao acredito nessa historia do Montenegro.

Paulinho Mesquita disse...

auhuaehuaeheaueh
ta de sacanagem com essa história!!
isso é causo de pescador...

Helga disse...

Ê anedota. :P

Bons tempos em que eu viajava muito de avião. Pena que meu trabalho não facilita. Nasci pra dirigir carros na estrada e pegar aviões. Só não gosto de apagão aéreo, fora isso tá valendo.

Anônimo disse...

A histroia no final é otima, mas ir pra guarulhos qunado for a sampa é paida,ne? tem varios voos a R$ 149 por congonhas. Nao vale a pena nem fodendo ir la para o outro lado do mundo...

Abs

Larissa Brito disse...

Pelamordedeus né Dani, tanta viagem de avião e esse foi o 'causo' que vc escolheu contar no blog? Essa estorinha é do tempo que se podia fumar em avião, pq se não me engano fazia parte do conto... aiaiai

ana disse...

festa pulp! eu que obrigo o dani a viajar por guarulhos, independente do preço. depois de cobrir os dois acidentes mais trágicos da história do brasil e de ouvir o quanto congonhas é perigoso da boca de quem realmente entende, a gente aprende o que é certo e o que é errado na aviação brasileira. congonhas só em último caso. tem que proteger o gordinho, né? :)

Astier Basilio disse...

sen
sa
cio
nal!!!!!!!!!!!1