quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Vaidade é meu pecado favorito

Abandonei a vida dupla hace menos de uma semana.

Tentei por quatro vez no iPad. Respondi ao questionário de saída por quatro vez. Mas quando cliquei em 'desativar conta', me apareceu uma mensagem informando que eu não conseguiria desativá-la naquele momento. Como aqueles papos de atendente de telefonia celular quando se quer cancelar uma linha\.

Bueno, fui a outra computadora e repeti os passos:

Configurações de conta ----> desativar conta ----> "O facebook é inútil para mim"-----> desativar conta ---- senha ----> código de segurança

Como em 'advogado do djabo', o feici ainda te tenta a voltar e manda uma mensagem mais ou menos como:

"Entendemos sua decisão, mas, porém, contudo, todavia, entretanto, deixaremos seu perfil aqui armazenado de modo que se você digitar seu email e senha novamente, sua conta será reativada como se você jamais houvera tomado essa atitude estúpida de nos abandonar no auge da efervescência da rede".

Em outras palavras: "Vaidade é seu pecado favorito".

Sim, porque o facebook está bombando. Para qualquer tela de celular conectado ou computador ou what so ever, está alguém fuçando o perfil alheio ou escrevendo alguma coisa completamente sem importância.

Não que eu não goste. Gosto. Sinto falta. Passava horas, inclusive na firma, rodando a bolinha do mouse para cima e para baixo, pulando de um "histórico recente" para "principais atualizações", em busca de alguma informação que não me serviria em nada.

Porque o facebook não é como o twitter, que consegue te alimentar com notícias. E o volume de postagem é tão grande que se alguém ficar escrevendo baboseira como no feici, ela rapidamente será soterrada por alguma outra notícia de um perfil de agência de notícia, ou blog de futebol, ou companhia aérea ou sei lá o que mais...

A máquina de zuckerberg é a plataforma da hipocrisia, dos forçadores de barra, dos ostentadores, bajuladores, stalkers, trollers e outros novos nomes para desocupados. Eu fui tudo isso durante os quatro anos de existência. Ainda sou, não deixei de sê-lo só porque digitei o código de segurança na porta de saída.

Mas descobri que não valia a pena ficar lendo notícias sobre os outros. Me dava até raiva ler certos posts (a maioria).

Fiquei tão conectado ao feici,  que me vi como vítima do que o NYT chamou de Fear of Missing Out Syndrome. Quando saí, queria ver a reação das pessoas sobre minha saída, comprovando que vaidade é meu pecado favorito.

Já chega. Este texto está uma merda.

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