segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Cochilo no balãozinho

Asa Norte, 6h55 da manhã de uma quarta-feira qualquer.

À esquerda, a 500 metros de distâcia, ele vê um carro. Com os olhos semi-cerrados, cabelos assanhados, arrotando lingüiça de frango, bêbado de sono e cerveja (bebera e comera desde as 23h na casa de um amigo), ele freia o carro até pará-lo completamente em frente a um balãozinho (assim que se chama em Brasília o que nas outras cidades é conhecido como rótula ou rotatória).

Está morto de cansado. Mal consegue dirigir o carro. O outro veículo que vem à esquerda é só um pretexto para dar uma descansada na vista. Por mais que estivesse longe de passar à sua frente, ele prefere parar o carro.

Ele não se lembra mais de nada quando pára o carro. Só retoma a consciência quando ouve um barulho de buzina e do acelerador de um ônibus escolar. Ao olhar pelo retrovisor, vê o tal ônibus manobrando para sair de sua traseira e buzinando para acordar o motorista que dormiu parado em frente a um balãozinho.

O carro da esquerda havia passado havia algum tempo e ele não percebera. Não sabia se dormira por cinco segundos, meia-hora, dois tempos de 45 minutos até ser acordado pelo ônibus escolar...

A duas curvas da garagem de casa, o dorminhoco reúne forças para chegar ao destino final. Lá, finalmente, pôde curtir a ressaca em cima da cama.

4 comentários:

Anônimo disse...

Em JP se chama GIRADOR!

Felipe disse...

Esse cara aí é omesmo que dormiu na privada do aeroporto?

Toty Freire disse...

hahahahhahaha.. acho que deve ser, grande felipe... a do aeroporto vale um post!

abçs

Felipe disse...

Grande Pedro... se for quem eu estou pensando, deve ser o mesmo que dormiu outro dia no Sabor Brasil...