Lembra daquela propaganda da Skol em que um grupo de amigos não se importava em levar choque e até esqueciam da dor da descarga elétrica do congelador para pegar a cerveja?
Toda sexta-feira eu me lembro dela aqui em São Paulo. Aliás, o motivo é o mesmo.
Aquelas notícias de recorde de engarrafamento que o UOL adora estampar quase sempre ocorrem às sextas-feiras. Na ânsia pelo happy hour prolongado, todos os paulistanos vão ao trabalho na sexta de carro e o trânsito trava. Desde o portão da garagem de casa até o estacionamento do 'sirviçu'.
O trânsito intenso se prolonga até 3h da manhã com facilidade. Tudo mundo sabe que vai rolar isso, mas não deixa de sair com o carro.
As sextas ensolaradas propiciam uma imensa cortina de neblina de smog.
Smog é o nome mais bonito para poluição. São partículas de nitrogênio originadas do monóxido de carbono emitido pelos veículos (pelo menos foi o que eu li). É o smog que proporciona um pôr-do-sol cor de rosa que eventualmente eu tenho oportunidade de curtir no sétimo andar do prédio onde eu trabalho. Se não fosse pela poluição, ops...perdão, pelo smog, o fim de tarde não seria tão colorido.
Bueno...hoje, contudo, não vai rolar o pôr-do-sol colorido, mas um belo recorde de trânsito no final da tarde.
Além de ser sexta, a chuva e o frio voltaram a São Paulo. A água da chuva assenta a poeira, quer dizer, a poluição...ou melhor, o smog, e o ar fica menos sujo. Os motoristas, por causa das ruas molhadas, dirigem com um pouquinho mais de moderação e a possibilidade de o UOL escancarar novo recorde em sua home é a maior de todos os tempos.
Hoje é dia de ir até a estação caminhando, porque eu chego mais rápido que o ônibus; é dia de sair lá pelas 22h30 do jornal para ficar preso no menor número de ruas possíveis (sim, porque a volta tem que ser de ônibus); é dia de não ter saudades do Pacato!
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3 comentários:
Atualizando:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u407072.shtml
Por sinal, você sabe que esses números são totalmente subdimensionados, né? A CET tem medição em menos da metade de São Paulo. Ou seja: o tamanho dos engarrafamentos é bem maior!
Cara, esse tipo de coisa é o que me faz não ter vontande absolutamente nenhuma de morar em Sampa, nem que seja para ganhar o dobro do salário.
Atenciosamente,
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