(Não gosto de começar o texto com datas, mas não tive criatividade para mudar)
Em 1997, visitei o Palmeiras juntamente com a delegação do Botafogo da Paraíba. O ônibus ficou estacionado na rua Turiassú (ou Turiaçú) e a gente caminhou pelo meio do trânsito rente aos prédios que dão de cara para o estádio do clube. Fiquei viajando com aquela situação.
Em casa, assistia aos jogos do Palmeiras e achava graça quando Silvio Luiz pedia para os caras daqueles mesmos prédios piscarem a luz da sala para aparecer na tevê.
Eu, um tímido e iludido garoto de 16 para 17 anos da pequenina porém heróica Paraíba, fiquei pensando: "putz, que louco morar aqui, hein?"
Levei uma camisa do Botafogo da Paraíba para trocar com algum palmeirense, mas a camisa foi ao clube comigo, voltou, deu a volta ao mundo...e continua no meu armário.
Armário este que se encontra a poucos passos da ...Turiassú (ou Turiaçú).
Sim. Onze anos mais tarde, aqui estou eu struggling na Pompéia, a 55 passos da rua do Palmeiras. Hum, tudo bem, dá uns 100 passos. Como se cada passada andasse um metro. É essa a conta.
Bom, mais umas 300 ou 400 passadas do portão do Ed. Cabo Frio, eu estou no portão do estádio. "Rente aos prédios e no meio do trânsito". Vou te falar, viu: nem é tão louco assim.
O Cabo Frio não fica de frente para o Parque Antártica, mas é como se fosse um anexo à arquibancada do estádio. Em dia de jogo, a Pompeia fica totalmente parada, a Turiassú (ou Turiaçú) interditada pelos guardinhas, a confusão corre pelas ruas laterais e o saldo, no dia seguinte aos jogos é sempre o mesmo: orelhões destruídos, paradas de ônibus estraçalhadas, todas as muros pichados de verde.
Independentemente do resultado, o saldo é sempre esse. Se vence, o pretexto é porque era a festa da vitória. Se empata, era para extravasar a energia que ficou contida pela falta de gols. Se perde, é para protestar contra esse "time de m*rda, que empata em casa, bando de filho de rap*riga sem braço".
Bom, feita esta apresentação, vamos ao que interessa:
Chegando a reta final do campeonato brasileiro, com o Palmeiras no topo da tabela em vias de ser campeão, cada jogo por aqui é um drama para quem não torce para ele.
E o Santo Cristo não sabia o que fazer
Quando viu o repórter da televisão
Que deu notícia do duelo na TV
Dizendo a hora e o local e a razão
Domingo, às 16h, tem Palmeiras e São Paulo, o jogo mais nervoso que poderia rolar na Turiassú (ou Turiaçú) nos últimos tempos. Brunão, sãopaulino lá da Vila Clementino, já passou um poouco do clima que nos aguarda:
bruno Ter, 14/10/08 22:38
Ae galera, sou da mancha a 3 anos, mas sou da paz…essa semana tava na sede e pela conversa la, PAZ é o q nao vai ter nesse classico… jah tao organizando emboscadas pra pegar a independente no metro, o onibus do sp chegando no palestra e a torcida dentro do estadio…comprei meu ingresso mas to de boa de trocar com alguem e ir na numerada..NUNCA FUI DE NUMERADA, mas pelo tom da conversa dessa vez vai ser pior que a briga no pacaembu, onde as meninas correram desesperadas!
O Bruno que assina a nota não é Brunão, meu irmão. Ele só fuçou o blog dos porrrrcos para saber como seria o clima e encontrou esse post ingênuo-dedo-duro.
O negócio é sério mesmo.
Até o próprio Brunão, que nunca se ateve a fatores extra-campo para fazer o que gosta, já desistiu de ir ao jogo. O jeito vai ser vir para casa umas 8h da manhã, comprar umas geladas, assistir pela tevê daqui de casa, ao som da torcida, ao fundo, e esperar dar meia-noite para que a Turiassú (ou Turiaçú) esteja completamente desobstruída. Daí ele e Juju poderão voltar para a Vila Clementino.
Para ser bem sincero, bate até um arrependimento por ter ficado com cara de pastel quando pisei pela primeira vez na Turiassú (ou Turiaçú) .
Assinar:
Postar comentários (Atom)
6 comentários:
Elll LLoocooo!!!!
Tô sempre lendo seu blog mas nunca
comento, portanto resolvi dar um
sinal de vida dessa vez!
Manda um abração pro Brunão e pra
Ana Paula! Tô com saudades de
todos vocês. E fala pro Brunão que
se eu tivesse aí em Sampa levava e
trazia ele do estádio em segurança!!
kkkkk!! Abração DB!! Té mais...
esponja...vc ainda vive?
que bom te-lo por aqui! faça as vezes de padrinho aí na minha ausencia, por favor...abracao, garoto!
Eu sempre lembro desse predio com as luzes piscando e o Silvio Luiz botando pilha na galera. Na verdade, ele implorava e neguinho piscava, mas bastava aparecer (porque na globo niguem pedia pra piscar) que o predio virava uma coisa do futuro.
So fui no Parque Antartica duas vezes. Uma pra er Palmeiras x PAysandu quando voltei de Ozzy Land, em 2004, e outra esse ano, pro Sshow do Maiden, Maiden. ME pareceu um estádio simpático.
Atenciosamente,
Sem querer ofender o animal, mas torcedor que faz isso só pode ser um macaco. Pior são aqueles que brigam entre si. Imagine só um torcedor do Galo da Borborema quebrando o pau com outro do Galo da Borborema. Inacreditável... não me entra na cabeça uma estupidez dessas.
Sem mais para o momento
Rapida atualizacao: entre mortos e feridos, salvaram-se todos!
Assim como você, também moro perto do Palestra Itália, em Perdizes. Do meu terraço, consigo ver a pontinha da arquibancada, e como sou palmeirense, chego a ficar emocionada ouvindo a torcida em dia de jogo. Já fui muito ao estádio, mas faz tempo que não vou, também pela violência.
Esse jogo foi bom, acho até que um dos melhores do Brasileirão - embora eu o tenha acompanhado apenas via internet, por estar fora de Sampa na ocasião.
Cheguei aqui pelo TSN. Voltarei.
Postar um comentário