Ops, correção. A vida parada na marginal pinheiros.
Geralmente escolho um carro e meço o tempo no banho pelo tempo que o veículo está no meu campo de visão na janelinha. Só fui mais lento que a marginal em duas oportunidades. Uma porque estava de ressaca, arrasado, apanhando do jato d'água, e outra porque me esqueci qual era o carro que havia marcado como adversário.
O pior é que logo depois do banho eu posso ser uma dessas ampulhetas, porque vou pela marginal em direção à firma. Como a saída da rua da minha casa só dá para ir ao sul e o serviço fica no centro da cidade, a nordeste, preciso dar a volta na marginal, passar por baixo da Ponte Estragada duas vezes até ficar na alça de mira da janelinha do meu banheiro.
Isso dá uns dois quilômetros. E uns...25 minutos. Talvez 18.
O trânsito na marginal se embanana de vez perto das pontes. Que é onde os motoristas querem fugir da confusão. Dali ela (a confusão) se embrenha pelas principais ruas da cidade: rebouças, 9 de julho, 23 de maio, JK, Faria Lima, Berrini e vai se alastrando para as menores...até a porta da casa de todos os paulistanos.
Acontece que da porta da minha casa aa porta da firma sao 15 km. Nos dias de sorte, consigo fazer o percurso em 40 minutos.
Mas isso é assim, naqueles dias em que o indice Dow Jones foi dois pontos percentuais abaixo da Nasdaq em relacao à média do bimestre anterior. Ou quando Plutão, o planeta da segunda divisão, se alinha cosmicamente com Marte, Jupiter e duas luas de Urano, num quadrante visível às pessoas que estão no trópico de capricórnio do lado de la do Oceano Atlântico.
Ou nos finais de semana.
Trabalho final de semana sim, outro nao.
Agora estou numas de torcer para que chegue o final de semana de plantao para poder desfrutar das pistas livres, sem transito e chegar ao trabalho estabelecendo novos recordes mundiais da distância nas ruas paulistas.
2 comentários:
torcendo pra chegar o plantão? que momento...
Definitivamente, não tenho saudade de plantões.
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