Antes de deitar-se, veja no plástico o que tem dentro da sua barriga. Ou se você tem um intestino muito bom, o que passou pela sua barriga e outros canais...
Uma coisa de louco, não?
Vi esse absurdo em algum programa de TV. Minhas refeições não são mais as mesmas.
Não mudei meus (péssimos) hábitos alimentares, mas transferi essa tática para o campo das lembranças.
Amontoar tudo o que vi, vivi, senti em um super plástico transparente na parte do cérebro responsável pelo armazenamento das memórias.
Em um primeiro momento é agradável e saudável. Ter tudo (ou quase) à mão, pronto para ser rememorando quando eu precisar.
É ótimo porque cria uma sensação de desapego para as situações mais difíceis ou embaraçosas. A qualquer merda, é só recorrer ao plástico transparente da memória e lembrar que algo semelhante já me ocorreu e que depois que passou tudo voltou a funcionar normalmente. Às vezes, até melhor que antes.
No meu caso, com tantas idas-e-vindas, seis casas em três anos, cinco empregos, três carros, amigos, lugares, viagens, cervejas, ressacas...fica a sensação que nada mais é permanente.
Como no plástico que servia de intestino, o recipiente das memórias vai superlotar em algum momento. O que era podre vai subexistir ao lado de tudo o que já desfrutei, as duas coisas vão se tornar uma só, provavelmente o bom se deixará contaminar, porque não haverá vazão, e não terei mais ao que recorrer.
2 comentários:
Uma técnica semelhante serve para saber o que acontece ao planeta com a incrível produção - e descarte - de sacos plásticos: coma um saco plástico e fique esperando sair!
poize. isso é taaao semana passada
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