Logo em SP, um dos poucos lugares do mundo onde se fazem arrastões em prédios. Nem dentro de casa as pessoas estão seguras.
Mas é normal. Na pompz, por exemplo, tinha chave pra mim, Anapô e pro porteiro. Ou seja, se chegasse um grupo "fortemente-armado" poderia entrar em todos (eu disse t-o-d-o-s) os apartamentos do edifício cabo frio e guarapari.
Mas era até um pedido do porteiro, que deixássemos a chave la. Como se esse risco nao existisse.
Quando viajávamos, Ricardo, o porteiro pra la de gente boa, ia lá diariamente regar as plantas de plástico, dar comida a Catota e Remela e levar a filhinha para brincar com os bichinhos.
Em estacionamento, o procedimento é o mesmo, mas sem planta pra regar nem Catota e Remela pra brincar.
Pode ser na Crackolandia, onde eu trabalho, no Itaim ou na Zona Leste, deixa o carro lá junto com a chave e com R$ 12 por hora seu automóvel estará a salvo por alguns instantes.
Esse é um dos problemas de ter carro em SP. Além do lugar-comum (e parado) dos engarrafamentos, tem a r\problematica do estacionamento que sempre vai te tirar R$ 10 por dia, a menos que você queira desafiar a lei da selva e arrume uma solucionática de deixar estacionado aa margem de uma calçada qualquer torcendo para encontra-lo intacto ao final do dia. E com a chave no seu bolso.
Eu nunca quis.
Meu Unim, que acaba de ficar velho graças à grande jogada de marketing da Fiat (nota do autor: o novo uno é lindo, principalmente para quem comprou o modelo velho há um mês e vai paga-lo até o final da copa de 2014), pode ser facilmente encontrado em qualquer estacionamento nas adjacências da Alameda Barão de Limeira.
Então, gasto R$ 12 a R$ 15 por dia num pacote especial para deixar minha viatura paradinha lá, com chave e tudo, por 12 horas. É tipo assim, R$ 12/hora ou R$ 12/período. Às vezes eles enganam melhor, cobram R$ 10/hora ou R$ 12/período.
Até que um belo dia, voltei da longa jornada de trabalho na firma e simplesmente não encontrei minha chave na guarita do estacionamento. O velhote, plantonista da noite, disse que o rapaz da tarde havia perdido "a mesma"(adoro "a mesma", justamente por ser ridículo).
Não adiantaria me exasperar com o velhote plantonista, que aliás devia ser paraibano, o problema seria voltar pra casa.
Depois de uma bela hora de conversinha inútil, talvez menos (com certeza menos), lembrei-me que havia deixado a porta do carro destrancada e a chave reserva estava no porta-luva por obra do acaso. Fui-me, com a promessa de que o funcionário pagaria pela cópia da nova chave, com o código secreto da fiat, o alarme e o skambal...
O que para ele vai custar mais da metade do salário.
Talvez por isso já tenha se passado mais de 15 dias e os caras do estacionamento tenham fugido de mim.
Torço para que nenhum outro estacionamento perca a chave reserva, que é a única que me resta...
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