domingo, 16 de janeiro de 2011

Valeu, mas não valeu

O mais louco do show da Amy Winehouse foi não poder beber (nem água) enquanto que ela estava lá nos camarins enchendo o rabo de cachaça...y otras cositas a más.

Sim, acabou-se a cerveja antes mesmo do show da mulher. Como era um festival, a rapaziada começou a beber por volta de 15h, portanto, mais de 7h antes do show principal, que sói começou às 23h41 (no meu relógio).

Havia bares e carrinhos de cerveja espalhados e quando eu entrei na pista do show me deparei com uma fila de uns 100 m para comprar cerveja. Dali percebe que a noite não seria das mais animadas.

Busquei os outros dois bares, pelos flancos. Para me precaver, comprei vinte reais de fichas de cerveja (o que daria para beber quatro antarticas) para utiliza-la quando o show tivesse lá pela terceira ou quarta música.

Em um dos bares me informaram que nem adiantava, porque a cerveja havia se acabado.

O jeito foi curtir o show a seco, tal qual o do Franz Ferdinand, em março do ano passado, no Marina Hell. A diferença é que no Franz eu estava no meio da quaresma, então eu me obrigara a me abster do alcool.

Bom, sem cerveja, esperava que o som fosse suficiente para me animar. Porque visualmente também não poderia curtir muita coisa. O telão era minúsculo e eu só tenho 1,74. Geralmente em shows, só vão pessoas mais altas que eu.

Foi mais ou menos assim no show do Paul McCartney, quando eu fiquei atrás da bandeirinha do escanteio do Morumbi a uma distância de quase 1km do palco, mas o som e a imagem do telão estavam tão boas que eu fiquei viajando dali de cima mesmo, como se estivera na fila do gargarejo.

Mas acontece que Amy não se tocou que cantava para um multidão cheia de amor para dar e investiu nas músicas mais lentas.

Claro que rolaram as famosas Black to Black, My tears dry on their own, You Know I'm no good, Rehab e Valerie, mas pareciam exceções. Senti até um pouco de pena de ve-la lá struggling para manter-se viva e animada cantando.

Fiquei com a imnpressão que, tão importante como tocar os hits, é fazer alguma coisa que seja a cara de Amy Winehouse. Então, quando ela estava cantando You Know that I'm no good, ela pareceu fingir que esqueceu a letra. O burburinho ali entre os sem-cerveja foi geral: "Mêêêêêu cê viu? Ela esqueceu a lêêêêtra, mâno".

Foi um deslize rápido, mas perceptível. Só não foi o único porque faltaram cervejas e mais animação por parte da mestre de cerimônia.


No final, após increíveis 90 minutos de show, ainda travamos uma batalha injusta contra os malditos taxistas, os verdadeiros mercenários das ruas, o que gerou a ira de Poland, sempre muito equilibrada, e uma caminhada sobre a marginal tietê em busca de um meio de transporte para nos levar de volta para casa.

Resumindo tudo: valeu ter ido ao show, afinal, pode ter sido o último da Amy. Vai saber o que ela fez no after party de ontem mesmo...E nos próximos dias.

Pero, bueno, se não tivesse estado lá, não faria a menor diferença.

2 comentários:

Felipe disse...

Eu gosto muito da voz dela, tenho os dois discos baixados.

Mas acho - e isso talvez nem seja culpa dela, mas da expectativa e do estereótipo que existe em torno dela - que ela virou um personagem caricato. Toda vez que ela pega uma copo durante o show, nego espera que ela vá vomitar. Se ela coça o nariz, todo mundo acha que ela tá cheriando pó.

Fora esse espetáculo que nada tem a ver co o show em si, todos tambem ficam esperando que ela vá cantar nos shows exatamente como canta nos discos. O que dificilmente ocorre com a maioria dos artistas (roqueiros ou não). No caso dela, drogada e prostituída, então, é menos provável ainda.

Se ela viesse em Brasilia, eu iria ao show. Ate porque ela deve morrer nos proximos meses, aos 27 anos, etc etc etc.

Mas a Rebordosa ainda não tá na minha lista de favoritos.

Saudações tricolores.

Anônimo disse...

La ringrazio per intiresnuyu iformatsiyu