Ontem, após mais de um ano distante dos gramados, juntei-me aos colegas de firma no fútbol. A despeito da sensação inicial de querer desistir após o primeiro pique, sinto que foi a melhor coisa que fiz nos últimos tempos
Tudo bem que estou todo dolorido, dormi só de madrugada, e, como tomei banho antes de deitar-me, o cabelo que me resta na cabeça agora está no formato do travesseiro. Mas há muito não sentia a endorfina circulando por aqui.
Pelas minhas contas, a última vez que havia jogado bola fora em meados de 2009, com uns malas na AABB-DF, e foi meio chato. Porque eu estava havia muito sem jogar também, portanto, sem ritmo, e a pelada era de profissionais, então eu fui escurraçado da quadra rapidamente. Aí não tem neurotransmissor que se interesse em dar umas voltinhas pelo organismo.
Porque eu não sou um cara competitivo. Se ganhar, ganhou; se perder, perdeu. Se errou um passe ou um gol na cara, se não passou a bola, 'ah que merda', mas não vou morrer nem me descabelar dentro do campo, como fazem os peladeiros profissionais.
No jogo de ontem, foi tudo tranquilo. Partindo do princípio que jornalistas não jogam bem, me senti deveras confortável após o primeiro momento arfante, e fiquei por ali, na lateral-esquerda, ajudando a zaga.
Veja você que sou destro, fui um medroso goleiro reserva do time do Vizinhança de futsal no campeonato candango de 1994, infantil, em que terminamos na quarta colocação. Desisti da posição e fui para o ataque, quando ainda era um esguio estudante de ensino médio. Investi na preparação física, brilhei nos gramados do campo Ivan Bezerra de Menezes, ao lado do estádio Almeidão em João Pessoa, e fiz alguns gols. Quando voltei da pequenina y heróica para Brasília, reencontrei com velhos e bons amigos da dez sul e forcei uma recuada no posicionamento.
Deixei o ataque e fiquei mais pelo meio ali, aproveitando-me da qualidade do meu passe e da boa visão de jogo -- desde que eu tivesse com físico em dia para pensar com clareza antes de distribuir as jogadas. Mas o físico foi meu maior problema nos anos que se seguiram. Comecei a trabalhar em um regime semiaberto lá por 2004, e nas horas de folga, em vez de jogar bola, resolvi llenar la cara. E deu no que deu...até chegarmos ao futebol de ontem, com os colegas de firma.
Permaneci na zaga, era uma tática para não ser escurraçado também. Por mais que eu não seja competitivo e os jornalistas não joguem bola tão bem cuanto os amigos da asa sul, ninguém gosta de contar com um peso morto no time, correndo pouco e perdendo bola. Então, fiz mais o estilo low profile, marcando os péssimos atacantes adversários e subindo ãs vezes para tentar um ataque surpresa. Subi três vezes ao ataque, dei dois passes para o gol e não arrisquei um chute contra a meta adversária.
Estou todo engembrado aqui agora na cama, mas prometendo a mim mesmo que nas próximas segundas estarei lá, cada semana avançando um pouquinho mais e tentando retomar o ritmo de outrora. o que é praticamente impossível.
5 comentários:
Acho que a última vez que joguei bola, ou melhor, que entrei em campo, foi pelo Safena FC.
Quando li o lide, achei que vinha uma resenha sobre o FIFA Soccer 11.
Suerte no novo desporto. E continue com a salada!!!
ahah
ainda vou escrever um sobre o fifa
A tática pra quem o corpo não acompanha mais o raciocínio é jogar lá atrás. Imagine vc que nos últimas partidas joguei de zagueiro. E olha q sou péssimo marcador. A última vez que jogamos juntos foi naquele torneio lá na Afrafep, onde vc comprou chuteira e meias novas pra jogar apenas 3 minutos porque não aguentou o cansaço. Estou na caminhada e me preparando aos poucos pra voltar ao futebol. Porém quero algo tranquilo. Nada que lembre o Bayern no Monte Santo, onde por rebeldia tirei e camisa em campo depois que o cara "roubou" meu gol apenas tocando na bola quando ela já ia entrar. Nesta época disputavámos o troféu de artilheiro da equipe. Nem lembro se ganhei. ahhaahha
to precisando dessa coragem...
Futebol = Lesão.
Me aposentei.
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