segunda-feira, 13 de junho de 2011

Two kinds of happiness

Por maior que a cidade seja, independentemente do número de opções culturais, gastronômicas e etílicas que disponha, ela jamais, eu disse jamais, vai conseguir suprir a demanda da população em consumir.

Ainda mais em São Paulo, onde spare time significa imperativamente consumir, gastar, torrar. Então os melhores dias para se sair em SP são os de semana. Você verá gente na balada, no bar, no cinema, no restaurante, mas em quantidade razoável para não se sentir desconfortável, apertado, isprimido, arrependido.

Porque nos finais de semana as milhares de opções de lazer são viáveis com dificuldades. Talvez uma seja legal, que é o Parque da Cantareira, mas exige um bom senso de localização para chegar atééé lá no hortoflorestal, na zona norte, e preparo físicio para chegar ao topo da serra de onde se tem a melhor vista da selva de concreto.

Mas para qualquer outro lugar é preciso ter a paicência de esperar por uma ou duas horas na fila por uma mesa, além de dinheiro para bancar, no mínimo, R$ 10 para deixar o carro estacionado...na rua! E outros contratempos que não estão incluídos no cardápio...

Veja você que, ao receber visitas de Brasília, fui a um bar de playboys no circuito Moêmico de São Paulo. É esta região em que se situa o supra sumo da banana ouro do arrependimento de sair na noite paulistana no final de semana.

O bar é legal. Temático, decorados com motivos financeiros, em que se imita uma bolsa de valores, na qual os preços das bebidas vão subindo como cotação de commodities, e a cada XX minutos/horas rola um crash e todos os preços voltam ao preço do cardápio.


Enquanto se está lá, bebendo, acting cool, sentindo-se o Sherman McCoy, paga-se até R$ 1 para colocar a música ambiente. Faz-se por intermédio de uma tela na mesa em que se escolhe a bebida, a comida, o som. Fui e me diverti.

Valeu pela experiência antropológica e será acrescentado no inventário 2011, realizado tradicionalmente neste blog no último dia do ano em exercício.

Mas uma avalição sóbria me fez me sentir ridículo por ir a um bar no qual aumenta-se deliberadamente o preço da bebida e paga-se para isso.

Pior de tudo, esperamos por uma mesa por mais de 2h em pé, encostado em batentes e paredes. Não faz muito tempo que estive lá, aconteceu uma semana atrás.

Sete dias se passaram e chegou o Dia dos Namorados. Data que sempre me recusei a celebrar, e que torna o ato de ir ao cinema, mesmo que nas sessões mais cedo, um verbo intrasitivo direto. Ir ao bar dos playboys moêmicos, então...

Para subverter o simbolismo da data e manifestar repúdio à variedade de opções de lazer-e-diversão insuficientes para a megalópole, fui na contramão. Encontrei um lugar no qual poderia comer um lanche (sanduíche+bebida) tranquilo e sossegado no coração do centro expandido de São Paulo com minha garota em plena noite do dia dos namorados.

E deu certo.

No próximo ano, a gente faz planos de comemorar no Souza

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