Era de um algodão diferente, parece lã, não sei bem, mas as listras verticais e finas nas cores amarela e azul (as mesmas do clube, situado na porção asiática de Istanbul) pareciam combinar com a bandeira da Turquia na altura do peito, vermelha-e-branca.
Mas quando eu fui à Turquia, pesava 91kgs. E as linhas ficavam destacadas justamente na região da barriga sobressalente, dado o consumo sem moderação de cervejas e outros males.
Meses depois dessa viagem, iniciei uma dieta de 1.800 kcal diárias. Se isso é muito ou pouco, não sei. Só sei que do início de dezembro para cá, quando se completaram sete meses de 'reeducação alimentar', perdi 13 kgs. Aqui estou hoje com 78kg. Pode parecer uma diferença grande, mas há treze anos eu pesava 68kg.
E agora busco as camisas e calças que comprei em 2003 e 2004, quando vi pela última vez que estava na casa dos 70kg. Depois disso, comecei a beber descontroladamente, piorei minha alimentação e cheguei aos tão propalados 91kgs da turquia e do final de 2010.
As roupas que comprei no ano passado, última vez que saí de casa para comprar alguma vestimenta, já não me cabem. Me deixam estranho e ainda mais malamanhado do que costumo parecer. As camisetas, que já haviam deixado a casa do L e já estavam no XL, agora parecem aquele estilo early 90's, quando estava na moda usar roupas dois ou quatro números maiores, tipo Ice Mc, MC Hammer, Vanilla Ice...
Minhas calças jeans estão todas com a boca desfiada porque o número 44 não se sustenta na cintura e passa direto no quadril. Já perdi duas nos últimos dois meses porque fui cagando-e-andando para a barra pisada e arrastada no chão.
Dai eu reviro o armário e peço reforço ao meu estoque que ficou em brasília para reencontrar roupas que caibam em mim. Lembro que, no início desse processo de cevagem, comprei uma camiseta bem legal de um time de basquete. De algodao, manga normal, nada de manga curta. Mas eu já tava barrigudo e nunca pude usar. Estou à sua procura agora. Mas não está fácil encontrá-la.
Quando revi uma camiseta legal que não usava havia quatro anos, me lembrei do dia em que a vi na loja e imaginei como e onde seria o lugar ideal para usá-la. Agora serve quase como um pijama. Mas é legal tê-la trazido de volta à vida. Mesmo que seja à vida doméstica.
É o que poderia acontecer com a camiseta retrô do Fenerbahçe. As linhas verticais não se destacam mais na região da barriga. Mas aí tem outro problema, que eu não consegui visualizar quando a adquiri. Seu azul e amarelo ladeados e finos deixam a referida peça com jeitão de fantasia de peixe-palhaço. E eu não quero ser vítima de bullying depois de velho...e de magro.
Afinal, vaidade continua sendo meu pecado favorito.
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