Todas as noites, os imóveis que circundam a praça da igreja do Rosário recebem a visita de caminhões-pipa.
Eles fazem barulho durante a madrugada, parecem não conseguir comportar a água. E o asfalto aparece molhado todas as manhãs. Se não cumprissem tão mal sua função de reservatório, talvez não precisasse ir todas as noites ao local fornecer água aos imóveis dali.
Também não se sabe o motivo de casas e prédios e lojas e centros comerciais não serem abastecidos regularmente pelo serviço de água e esgoto da cidade.
Há ainda um problema com o sinal do celular na região. Como ali é um ponto de confluência da cidade, o número de pessoas é alto e o mais provável é que a rede não comporte tantas linhas juntas, assim, o celular está frequentemente sem serviço.
O mesmo acontece com a TV. A antena externa não funciona normalmente. O sinal não chega até ali. É preciso fazer uma gambiarra de modo que se possa assistir ao noticiário local em vez de o que vem via satélite.
Louco mesmo é quando o pessoal de outras paragens descobre propriedades abandonadas, vazias e lacradas. Eles invadem, derrubam o concreto e o que tiver mais pela frente, ocupam, não obedecem ordem judiciais e se apropriam do que é do estado ou de algum ricaço descuidado e/ou esquecido.
Por mais increível que isso possa parecer, os fatos acima relatados não ocorrem no sertão da Parahyba, mas no centro de São Paulo. Ali, na esquina da Ypiranga com a São João e adjacências.
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