sexta-feira, 30 de julho de 2010

Panic on the streets

O medo de ser assaltado me ocorre frenquentemente desde que tenho 12 anos e comecei a me virar sozinho de bicicleta pelas poucas e irritantes ladeiras da asa sul. Era medo de me levarem a bike, ou o bone, ou o relogio...Entao, já fiz caminhos absurdos da minha casa ao colégio por suspeitar de alguma movimentação estranha.

A paranoia segue firme e aumenta em lugares desconhecidos ou muito movimentados.

Nos meus primeiros meses na pompz, veja você, pensava que qualquer toque na campainha era um subterfúgio de um bandido para me pegar desprevenido dentro de casa e fazer o arrastao.

Depois de um ano percebi que era inútil temer por isso.

Minhas primeiras semanas trabalhando no centro de SP também foram assim. Ao caminhar até o restaurante para almoçar, ao parar o carro no sinal em frente ao bar dos negões africanos ou perto dos travecos da Amaral Gurgel.

Ao passar incólume, pensei que todos os alertas de segurança eram alguns pontos acima da realidade. Até o dia em que, numa caminhada despretensiosa de começo de tarde, resolvi olhar para trás.

Na esquina da S. João com a Duque de Caxias, três caras me cercavam de forma discreta. Um na direita, perto da parede do bar, um exatamente um passo aa minha frente e outro atrás. Eu estava ladeado aa esquerda pelo amigo Bulhoes.

Ele parou na banca de revistas e eu continuei andando por mais 15 passos. Quando olhei para trás para procura-lo, o camarada um exatamente um passo aa minha frente e outro atrás de mim olharam para minha cara, olharam-se entre si e fingiram puxar um papo, algo tipo, ah acho que vai chover...estava um puta calor naquela tarde e o ceu estava o mais azul possivel para São Paulo.

Bulhões jamais percebeu. O terceiro elemento entrou no bar da esquina e os dois comparsas entraram atrás dele. Na minha cabeça, eu seria alvo daquelas táticas de empurrar a vítima, meter-lhe a mão no bolso e levar a carteira embora. Bulhões disse que era viagem minha.

Prefiro acreditar que não.

Assim como quero crer que este computador dond escrevo este blog agora, está maculado com um chupa-cabra de bancos. E que me cercou tal qual o trio ternura da Duque x S. João.

Não é que dia desses o site do Bradesco começou a pedir todas as senhas do meu cartao. O Bradesco é tao seguro, mas tao seguro, que nem eu que criei e guardo no hipotalamo a minha senha, consigo acessar minha conta.

Mas os malandrinhos da net já arrumaram alguma maneira (malditos links pornôs) de instalar um chupa-cabra aqui e estranhei que o site do banco pedia muitas senhas, inclusive da famigerada chave de segurança com 70 senhas. Havia digitado pelo menos 15 delas quando me toquei que era segurança demais para uma conta tão magra quanto a minha.

Liguei lá e eles falaram que o site jamais mudara e qualquer coisa diferente no site era porque minha maquina ja estava invadida. Imediatamente troquei todas as 994 senhas do Bradesco e as chaves de segurança antes de os bandidos entrarem na minha humilde conta e rasparem o fundo do cofre.

Essas foram as vezes que consegui escapar de assaltos concretos, coisa profissional mesmo. Mas tem outras, como daquelas que você praticamente entrega suas coisas nas mãos dos aproveitadores e outros tipos de picareta. Como os episódios recentes com meu Unim.

Mas isso fica para o próximo episódio, porque este já estourou seu tempo limite de operação.

2 comentários:

Léo Alves disse...

O velho "Pacato" também foi alvo numa das quadras de BSB. Levaram som, a máquina fotográfica que me emprestaram, CDS. Só não levaram os livros. O ladrão não era adepto da leitura. Depois conta o que fizeram com o seu novo-velho Uno.

Freire disse...

Certa vez fui assaltado na Asa Sul, mais precisamente nas quadras 700, enquanto matava aula do hoje extinto IBI. Uns pivetões maiores que eu me levaram um chinelo Kenner e um boné do Charlotte Hornets. Filhos da puta.