terça-feira, 5 de abril de 2011

lanche de pernil: R$ 5

Lanche de pernil a R$ 5 é meio caro. Imagina um criadouro de pernilzinhos comendo seu lanche por R$ 5: um sanduíche e um suco de laranja.

Sim, porque, para mim, lanche, é um kit completo: um mastigante e um líquido. Estão compreendidos nessa combinação: uma-coxinha-e-uma-coca; um-pão-de-queijo-e-um-café; um sanduíche-de-carne-de-porco-e-um-suco-de-maracujá; dois-hambúrgers-alface-queijo-molho-especial-cebola-picles-num-pão-com-gergelim-e-uma-seven-up.

Mas não.

Em São Paulo não tem nada disso.

Lanche é o sanduíche. Quando se vai a uma lanchonete e pede-se um 'lanche', o rapazinho lá do outro lado do balcão entende, automaticamente, que é só um produto que se pediu: um sandwich.

De onde saiu, não sei.

Igual aa palavra 'sarjeta'.

Para mim, sarjeta sempre foi um estado de espírito. Quedarse na sarjeta seria o mesmo que ficar na merda, ao relento, jogado às traças, comendo o pão que o djabo massô, sentindo-se uma bosta n'água.

Mas não é São Paulo.

Sarjeta tem endereço certo. É o meio-fio. Sim, meio-fio. Meio-fio mesmo. Em Brasólia chama-se de guia (já catei várias guias).

Certa vez dava carona a um coleguinha de firma quando o cara falou: "ow encosta ai na sarjeta para eu pegar meu lanche de pernil aqui na mochila".

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