Estamos bebendo chopp de 350 ml por R$ 6. Não é em bar sofisticado, é em bar normal mesmo, mesa vagabunda, cadeira de plástico, bêbados tradicionais apoiados no balcão como se estivessem em casa.
Antes da coaresma, dei uma passada no Souza, de quem ando assaz distante. Comi qualquer coisa, tomei três cervejas e levei uma latinha para ir bebendo no caminho de volta para casa, acompanhado de uma agua com gás, para fazer uma surpresa ao fígado.
E não é que a conta deu R$ 66. Pois é, não sei porque. Metade do valor foi em bebida. A cerveja em garrafa lá já ta batendo na casa dos oito reais. E o Souza é um bar popular, apesar de seu ambiente familiar.
DAí você vai aa Vila Madalena e senta num Filial qualquer e paga seis ou sete por uma tulipa de chopp recheada de água para demorar a sentir a embriaguez. Assim, pede-se mais choppz, gasta-se mais e f*da-se o valor da conta, porque você já estará bêbêdo e não vai conseguir calcular direito.
O preço da cerveja já tá quase alcançando o da Weihenstephaner. Weihenstephaner é a melhor cerveja de trigo do mundo, segundo minha própria opinião. Alemã da Baviera, é a cerveja mais antiga do mundo e era produzida pelos beneditinos do norte de München, dois mil anos antes dos gênios da Ambev surgirem. A conheci no extinto Bar Aníbal e descobri que no supermarket da Pompz a vendia.
Ela custa, em média, R$ 11. Como sua popularização, a garrafa já tá sendo encontrada por aqui ao preço de R$ 8 ou R$ 9. A Weihenstephaner Vitus, uma cerveja bock com notas de banana, café, rabo-de-arraia e o djabo-a-coatro, vale seus R$ 10.
Ou seja, quase o preço de uma Ambev de garrafa. Aliás, aposto que em 2011 as garrafas chegarão a R$ 10.
Assim, ta saindo mais barato comprar várias weihenstephaners, deixar gelando na friza e quando for ao bar, levar um isonor (expressão idiomática da parahyba) e ficar bebendo as alemãs sentado no bar, ao melhor estilo farofa.
A que ponto chegamos!
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