quinta-feira, 19 de maio de 2011

Nothing as it seems

Entre todas as minhas manias, a que mais me persegue é justamente a de perseguição. Afora aquelas desconfianças corriqueiras nas relações humanas, onde a idiossincrasia quase me deixa completamente doido é mesmo nas ruas de São Paulo.

A sensação de estar prestes a ser albaroado ou de ter minha faixa invadida por um infeliz e desrespeitoso motorista é frequente. Não depende do tamanho do engarrafamento, mas da simples manobra do carro/moto ao lado.

Na 23.05, por exemplo, uma via larga cujas faixas são mal divididas, mantenho-me espremido na minha durante 100% do tempo, temendo um encontro casual, um esbarrão de leve, ou, pior de tudo, uma encostada em um motoqueiro.

Sim, porque por mais que eu me recolha e me mantenha tímido ali, os motoqueiros vão sempre se jogar para meu lado de cá, para desviar de um outro carro que não consegue seguir em linha reta dentro de sua própria faixa. Daí eu sou obrigado a sair da minha trajetória e jogar o carro para o lado de lá. Mas de lá já vem outro motoqueiro em minha direção, que faz o movimento idêntico para livrar-se do carro da faixa do lado de cá.

Complexo, não?

Pior quando são os ônibus e caminhões, conhecidos mundialmente por não respeitarem faixas e nem carros pequenos, como meu velho-novo unim. Jamais consegui ultrapassar um ônibus sem que ele não tenha tentado jogar sua cauda ou até mesmo o tronco inteiro sobre mim.

Ocorre quando estou dirigindo e quando estou de carona. É comum perguntar ao taxista ou ao motorista da firma se aquele carro ali ao lado não está invadindo nossa faixa. A resposta, quase sempre, é: 'não, ele tá na dele'.

O que só me faz me penitenciar ainda mais por culpar os outros pelas minha paranoyas.

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