segunda-feira, 30 de maio de 2011

Abaixo o eu-me-amismo

Registra-se, no momento em que este blog chega aos 350 textos publicados desde setembro de 2007, que o 'eu-me-amismo' exacerbado afugenta leitores e dizima os parcos comentaristas (abrazo pro White).

Produto da geração narcisística que cresce na internet em velocidade maior que a China e sua produção de flores artificiais, o blog vaga sozinho pela web com mais de 300 histórias sobre mim mesmo. O que, confesso, me deixa um pouco receoso, porque nada justifica o cara colocar no google em Aracati, no Ceará, as palavras "Tudosobrenada+daniel+brito". O analytics registrou para mim.

Tem essa mesma pesquisa em São Bernardo do Campo, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife. O lance é que eu só tenho amigos em duas ou três cidades dessas. E duvido muito que eles tomem a iniciativa de me procurar no Google pelo nome do blog.

O curioso é que as pesquisas não registram tempo de visita no site. Eles, esses desconhecidos, simplesmente digitam meu nome e deixam quieto, nem entram para ler. Diferentemente daqueles que desembocam aqui em busca de verbetes que estão nos textos em que eu nunca cito a palavra 'eu'.

Mais interessante ainda é que eles, os textos mais lidos, variam de acordo com a época do ano. Como quando chove em SP e a Pompz alaga. Daí um texto feito em janeiro de 2009 sobre um alagamento que presenciei na porta de casa explode nos acessos. Quando se aproxima a época de vestibular, o texto sobre um livro de história do Brasil toma a dianteira.

Certa feita, o Fantástico, 'sua revista eletrônica semanal', denunciou um bar-hotel-puteiro na orla de recife. Local que já havia sido denunciado neste mesmo blog dois anos antes. Logo após a exibição da denúncia na TV, turbinaram os acessos no post das putas de boa viagem.

De outra vez, meti num texto a respeito do crescimento insustentável em brasília comparado a uma teoria conspiratória sobre a marca da Unicef na camisa do Barcelona. Um ano mais tarde, a minha teoria, que absurdo, confirmou-se. E comecei a receber visita de gente curiosa digitando 'patrocínio+barcelona+unicef'. Não, eles nào encontraram nada de relevante, só uma opinião maluca que, coincidentemente, veio a calhar com a realidade.

O sotaque de Brasília é o mais procurado na média geral do ano, com cerca de 30 acessos mensais. Quantidade que, vamos ser sinceros, né, é mais do que suficiente pelo que o blog tem a oferecer.

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