terça-feira, 9 de agosto de 2011

Ledo engano

Quando eu dei o título do penúltimo post antes deste aqui que você lê, fiquei pensando:

Por que cargas d'água só existe o fio da meada? E por que o fio só pode ser da meada?

Daí cheguei aa conclusão óvia que é: fio da meada é mais uma daquelas expressões siamesas.

Eu as coleciono neste blog desde julho de 2008, portanto, antes de completar um ano de existência do blog.

Este é o quarto post da série 'expressões siamesas'. Se você não sabe, são aquelas expressões que só servem acompanhada de uma outra palavra, geralmente um adjetivo. Por aqui já foram citados:

- fauna-e-flora
- longo-e-tenebroso-inverno
- terreno-baldio
- lépido-e-faceiro
- frio-e-calculista
- curto-e-grosso

E por aí vai.

É um ledo engano achar que é fácil memorizar as diversas expressões que a gente usa sem nem perceber e depois postá-las aqui.

Eu não me fiz de rogado e fui procurar saber. A única coisa que se pode dizer do verbo rogar no participio passado é dizer que alguém não se fez como tal. Ao ponto de eu, humildemente, confessar que nem sei mais o que significa se fazer de rogado.

O próprio ledo só é lembrado em caso de engano. E veja você que o Houaiss garante que a expressão significa "alegre, contente, feliz, risonho, prazenteiro". Bueno, então não faz e nunca fez sentido usar ledo para os enganos.

Pegou o fio da meada?

Um comentário:

berna beat disse...

eis uma questão pro poeta lêdo ivo