Existe inverno que não seja nem longo nem tenebroso?
Algum alguma coisa que seja baldia além de um terreno?
Um assassino que não seja nem frio nem calculista?
Um amigo que deve grana ao outro cobrou a dívida com juros-e-correção-monetária. Não pode ser só com juros ou só com a correção. Aliás, correção monetária não era só na época de cruzado novo, cruzeiro velho, essas coisas?
Alguém já viu um criminoso que seja apenas calculistas, mas não seja frio. Seja um cara que sente o medo da vítima, que sofre a dor dela...
O inverno, que por aqui não costuma ser longo, acaba sendo. E mais: tenebroso.
O que mais é tenebroso além do inverno?
Não sei.
Em que outra situação a gente usa a palavra baldio a não ser para falar em terrenos abandonados? Casa baldia? Cidade baldia? Conta do banco baldia?
Sei lá.
É muito fácil cair no lugar-comum da língua portuguesa.
A própria língua não copera.
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4 comentários:
Caramba, eu sempre falei isso, de palavras que não existem umas sem as outras. Tipo ninguém é "calculista" sem ser frio...
Tem várias outras que uma vez anotei, mas não lembro agora. O "nacionalismo exacerbado" também é outra.
E o "ateou fogo". Já viu alguém atear outra coisa?
Sensacional. Você tem a mente tão doente quanto a minha. Já tinha até um post semi-pronto sobre essas palavras siamesas.
Atenciosamente,
Pois é, né, Martins...
Tem alguma coisa ululante além do óbvio?
sim.
A poesia move as pedras
do lugar,
mas a língua é um tabuleiro
de furos, Daniel.
Abração
E assoar o nariz? Você já assoou a orelha? Ou uma torneira? hahahaha...
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