Embora só tenham sido transcorridos quatro dias desde que 2011 foi-se de forma definitiva, já considero tarde para fechar as contas e publicar o inventário anual deste blog e seu autor.
Agora mesmo publiquei em alguma rede social que não seria confeccionado a edição 3, referente ao exercício de 2011 do anuário, mas não dei o motivo - edição 1 e edição 2. Pode ser por preguiça ou falta de confiança no que vou escrever. A realidade é que o ano que terminou foi muito mais crônico do que os agudos 2008-2009-2010. Tecnica e oficialmente muita coisa mudou de forma definitiva.
Por isso considero importante deixar registrar os fatos marcantes dos 365 dias de 2011.
Passei doze meses comendo folhas e grãos, pães integrais e cereais, frutas vermelhas, cítricas e tropicais. Emagreci 10 quilos só em 2011. Voltei a jogar futebol regularmente. Das 52 oportunidades de bater uma bolinha, aproveitei pelo menos 40. Fato que não ocorria desde 2000, ou 1999. Talvez antes. Voltei a sentir dores no joelho, principalmente o direito. Acho que sofro de pubalgia, mas não tive coragem de fazer um esforço muito maior para saber se é real ou hipocrondria.
Continuo péssimo de rima.
Andei de bicicleta por quatro horas de baixo de chuva na pequenina e heroica. Pedalei mais de 30 quilômetros em San Francisco. Caminhei bêbêdo pela 9.07 e fui parar numa boate LGBT. Atravessei a marginal tietê a pé de noite. Bebi sem rumo de 15h às 04h. Vomitei na porta de casa sem jamais me lembrar de nem um instante sequer deste momento.
Vi Amy, Strokes, Pearl Jam, Noel Gallagher com sua banda nova (e fraca). Negociei com cambistas sujos na porta de um festival de rock. Negociei com corretores sujos e pessoas de índole duvidosa. Aumentei minha dose de desconfiança natural. Fiquei solteiro, pouco aproveitei, reatei. Dormi em dois bares numa mesma noite. Peguei um meio-fio.
Mudei-me para o miolo da cracoländia com a esperança de que um dia este local seja habitável e familiar. Conheci todas as ruas do centro nevrálgico de são paulo, aprendi a caminhar e me orientar por elas. Fiz teste cego nos restaurantes da ypiranga, fui à feira aos domingos nas Andradas, dirigi mil quilômetros em onze horas. Trinta e seis horas depois dirigi os mesmos mil quilômetros de volta, nessa feita com catôta & remela a tira colo.
Conversei com astros da NBA, fui destratado por um argentino, tomei gosto pelos argentinos. Senti pena dos argentinos. Inalei, sem sentir, partículas do Puyehue-Cordón Caulle. Perdi um vôo por causa dele. Vi leões marinhos. Atravessei tempestades armagedonicas em um voo internacional. Passei a ter medo de avião depois dessa.
Fui a Brasília menos do que gostaria. Fui a João Pessoa e Campina Grande ainda menos. Li pouco. Voltei do rio sem nunca ter pisado lá neste ano. Sofri no trânsito e nos textos. Nos livros (ou na falta deles) e no cinema. Em casa e nos bares. Fui apunhalado e motivo de deboche. Fiz vistas grossas, passei reto. Recebi propostas indecorosas, que jamais se concretizaram. Ainda tenho problemas com as vírgulas.
Viciei-me no facebook. Passei a morar no facebook. Explodi meu facebook quando percebi que estava sabendo mais sobre a vida dos outros do que da minha. Fui a um jogo do Palmeiras no meio da torcida. Fui à Vila, a Barueri, ao Morumby, ao Pacaembu. Comprei um camisa do Togo, do Nepal, do Iran, e um casaco do Paraguay e do Suriname. Me afeiçoei ao sujinho. Ciceroneei gente boa e gente nem tanto. Me despedi de um amigo que foi para o Iran.
Luto pela falta de pulso e pelo fim das flores de plástico. Presenciei e fui alvo de injustiças. Ajudei institutos de pesquisas no centro de são paulo. Voltei a dividir minha cama com Catôta & Remela. Fiquei preso no trânsito da marginal Tietê, na 23.05, na 09.07, na Faria Lima, na Consolação, na Avenida do Estado, na Dutra e na Imigrantes. Tentei adotar uma rotina de sono, mas não fui capaz.
Voltei a ficar viciado em video-game. Fui campeão da Uefa League com o Bergamo por duas vezes, mas nunca venci o Barcelona na Copa dos Campeões. Fui campeão da quarta e da terceira divisão inglesa com o Barnett. Disputei campeonatos virtuais. Vi um jogo da NBA no ginásio.
Me embriaguei com cervejas californianas. Fiz teste cego e um video.
Fui parado em uma blitz a duas skinas de casa. Soprei o bafometro, fiquei 0.12 do limite regulamentar da bebedeira . Fui multado por dirigir 15 milhas por hora acimda velocidade permitida na US101, na California.
Voltei à Argentina após dez anos. Voltei aos USA após dez anos. Deixei a casa dos meus pais pela terceira vez em doze anos. Guardei dinheiro no colchão. Comprei um calça preta e roupas xadrez. Ouvi de forma incansável Janis Joplin, The Doors, Pearl Jam, Queen e Nina Simone. Fui à casa de Janis em San Francisco.
Andei de metrô em Los Angeles. Fui ao bar de Jack Kerouack em San Francisco. Desenhei um plano de desbravar a américa central desde Panamá passando por Nicaragua, Costa Rica, Honduras, El Salvador, Belize, Guatemala e México, até Yucatan. Conversei com um russo em português, entrevistei noruegueses de férias no litoral paulista, conversei com estrelas da tv da Dinamarca e Suécia. Entrevistei Usain Bolt e Yelena Isinbayeva.
Participei de um curso de narrativa. Tentei combater o narcisismo. Não consegui. Celebrei a virada de ano três vezes em um período de seis horas.
E assim como nos anos anteriores, sobrevivi
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