quinta-feira, 24 de abril de 2008

Minha mãe tem razão

Segunda a minha mãe, eu ando sem inspiração....

Ela realmente acredita no que eu escrevo aqui e vê inspiração nisso tudo. Brigadão, mãe!
Mãe é mãe, né, sabe como é.

Tudo bem que os dois últimos temas tratados aqui vão na direção oposta à opinião dela. Afinal, onde já se viu escrever sobre suvaco e ainda assumir que não quer malhar e vai deixar as coronárias se entupirem por causa de Gay Talese?

Mas ela está certa mesmo.

Por mais que eu passe o dia inteiro bolando textos na cabeça, arquitetando opiniões/informações de forma hierarquica na mente para derramá-las aqui, confesso que desde que cheguei em SP não me tem ocorrido as melhores idéias.

Enquanto eu tinha a visão de um turista sobre a cidade, estava tudo legal. Falar das caminhadas sem sentido, das ruas com nomes idem, do sotaque dos paulistanos...tudo isso foi mais ou menos como um diário de viagem.

Mas quando a realidade se mostrou de fato, meu amigo...Eu fiquei "meio assim".

É, porque têm rolado várias coisas comigo aqui que renderiam milhões de gigabytes para transcrevê-las. Algumas valem a pena relatar, outras, nem tanto.

Afinal, não sei quem exatamente lê este blog além das pessoas que comentam.
(A propósito, por onde anda Paula Barros. Paulinho, tem notícia?)

Para um cara como eu que sempre gostei de seguir de maneira ortodoxa meu planejamento para vida, a mudança da rota para São Paulo tem gerado fatos novos, sensações estranhas, sentimentos inesperados, reações sem explicação.

É como se eu não tivesse o total controle do meu destino. Como se a qualquer momento o estalo da sorte (ou da falta dela) soasse para me deixar perdido (ou não!)

Por isso mesmo fico sem saber onde pôr as mãos na hora de escrever alguma coisa nova. Daí parto para a cultura inútil: suvaco, leitura x malhação, futebol...

Estava começando a ficar preocupado, mas em conversa com dois amigos e até mesmo com Ana Paula descobri que não é pecado sentir-se atordoado com a mudança.

Veja o caso de dois ex-companheiros de trabalho.

Um me revelou que demorou nove meses até escrever algo realmente interessante depois de desembarcar na cidade. O outro, tão estranho quanto eu por aqui, não consegue nem ler jornal de tantas informações novas acumuladas a cada jornada de trabalho.

Ana Paula, por sua vez, ficou quatro meses sem se alimentar direito por causa do banzo/estranhamento.

Admiro minha "companheira de trabalho" Ana Clara. Ela, não só, devorou uns cinco ou seis livros de Kerouac e Bukowski, como também, passou a atualizar quase que diariamente o blog dela. (E comentar naqueles que comentam no dela.)
Essa sabe render em situações adversas.

3 comentários:

Paulinho Mesquita disse...

Estou Aqui, grande briba!!!
andei bastante atordoado com toda a confusão ocorrida aqui na UnB. mas estou voltando aos poucos... mas não se preocupe. não deixei de ler...so ta mais dificil de parar e comentar!

Unknown disse...

Eu leio este blog!!! Que história é essa que não sabe quem lê o blog- kkkkkk

Nas mudanças, eu fico muito tempo calada,pensando, imaginando, refletindo, fico introspectiva e me alimento em grandes quantidades - kkkkkk. Me torno gulosa, como muito e toda hora, pra compensar a incapacidade de lidar com o novo. AFF!!!

abraços

Ana Clara disse...

Tudo fuga de quem não tem mais os amigos 'à mão', os caminhos conhecidos e aquele boteco preferido pra cervejinha. Aí sobra tempo pra bobagens! Ah, e eu também não tô conseguindo me alimentar bem!
Beijão! :)