Eu estava num albergue, em Sevilha, em novembro de 2005, quando um inglês veio me perguntar qual cor seria a roupa que usaria no reveillon. Minutos antes, eu contara que era brasileiro e todo aquele bla bla bla.
Putz, mas que perguntinha nada a ver, hein?
- Sei lá, eu respondi.
O gringo me falou que havia lido em um lugar qualquer que os brasileiros realmente acreditavam que a cor da roupa usada na virada do ano mudaria a sorte para os 365 dias seguintes.
Aí, as coisas fizeram mais sentido para mim. Pensei que era uma cantada (ele tinha jeito para a coisa...néééé?), mas entendi que era curiosidade de gringo mesmo.
Ele ficou surpreso ao saber que a maioria das pessoas usa branco e não amarelo. Pelo que me contaram, amarelo representa grana, não é isso mesmo? Ele achava que todos os brasileiros queriam mais dinheiro. O que não deixa de ser uma verdade.
Taí uma coisa com a qual me preocupei, o tipo de sorte que quero levar comigo para a última/primeira cachaçada do ano.
Até porque, dependendo da festa, eu saio de um ano vestindo uma cor e volto para casa, no ano seguinte, de manhã, com a roupa de outra cor...(essa minha mania de derramar cerveja!)
Gostaria muito de enxergar mais coisas sem significados na vida.
Foda!
Pronto...taí um exemplo. Foda. Nada mais é que um conjunto de palavras, se eu me lembro bem da sétima série, fonética pura, sem significado alguma, apenas uma interjeição sentimental e não o ato sexual propriamente dito. É um mini-desabafo.
Mas significa muita coisa ao ponto de eu sempre colocar um * no meio de cada interjeição mal-educada.
É igual a porra. Porra, porra é porra mesmo, não existe substituto. E eu não tô me referindo a nada físico. Apenas uma opinião, porra. É tão mais legal assim, sem significar porra nenhuma mesmo.
Ando defendendo as coisas sem significado.
Tudo e qualquer coisa que não signifique nada. Absolutamente nada. Apenas um ato, uma palavra, um gesto. Tudo de forma isolada, como se nada estivesse em seu contexto.
Passei o natal, que por acaso foi ontem, acordado a madrugada inteira. Rolou uma chuva de relâmpagos e um grande tiroteio de fogos em São Paulo, e eu fiquei em casa assistindo um documentário sobre John Lennon e jogando videogame (maldito Wii, que arrebenta músculos e articulações da mão e do braço).
Ninguém me abandonou, não briguei com ninguém. Simplesmente, não calhou de estar com Ana Paula ou com minha família.
O natal não significou nada para mim. E foi bem legal.
É, eu ando muito estranho mesmo.
Essa história de ficar defendendo as coisas sem significado...não sei nem de onde tirei isso.
Sabe o que isso significa?
Rigorosamente nada.
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4 comentários:
EStou ha quase uma semana enclausurado em casa também. Faz bem. PAssei o Natal vendo a terceira temporada do Heroes (ontem mesmo foram 13 episódios no tapa) e a quarta do Supernatural. E no fim de semana, gripado pacas, ainda li um livro de 600 páginas do Nelson Rodrigues.
E ele, o indefectível Playstaton 3, está aqui, olhando para mim, enquanto eu crio coragem pra voltar ao mundo social do qual me exilei nos últimos tempos.
Cordialmente,
Oiê!
Feliz Ano Novo !
A gente tem essa mania besta de querer dar significados pra tudo. tem coisa na vida que simplesmente é e pronto ou não é e pronto!!
E nada melhor do que filosofar sobre o que não significa nada...
Exercita os neurônios...
ahahahahahah
mto bom divagar sobre essas coisas!
Todo mundo tem seus dias assim, apesar de estar bem, né?
Eu passei meu reveillon de amarelo pq queria dinheiro. Ah, e quer saber: Foda-se! ehehehehehehehe
Feliz ano novo!
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