Se eu não fosse jornalista, talvez me aventurasse pelo campo da psicologia. Comportamental.
Como a chance de isso ocorrer era de quase zero (e agora é abaixo de zero), observo, analiso e tiro minhas próprias conclusões sobre situações normais do cotidiano sem nenhum embasamento teórico. O mais puro achismo. Algumas eu guardo para mim e outras, escrevo aqui.
Baseado no texto dos motoristas de ônibus, resolvi listar algumas das situações em que fico tão incomodado quanto quando estou chacoalhando dentro do baú.
Email - Uma pessoa te manda um email pedindo ajuda nisso, naquilo e naquilo outro. Você, na maior boa vontade, pára tudo o que está fazendo, desvia toda sua atenção para atender ao pedido. Escreve rios de explicação, manda e...pronto. Acabô. Fica por isso mesmo. A pessoa que começou o papo recebe, usa tudo aquilo e não manda nem um "obrigado". Eu mesmo já fiz isso. Aliás, faço quase sempre...ehehe. Mas a que eu me lembro a todo instante foi com ninguém menos que Luís Fernando Veríssimo, quando estava escrevendo alguma coisa sobre o jogo do Inter contra o Barcelona, no Mundial da Fifa, escrevi para ele pedindo uma opinião sobre o jogo. Ele me respondeu de forma criativa em duas linhas. Eu jamais agradeci...F*da!
Celular com música -Esse negócio de celular com música é um perigo. Principalmente para os deslumbrados. Todos os dias, no ônibus da empresa, quando vou ao trabalho, o pessoal do fundão toca o mp3 do celular com as piores músicas possíveis. Detalhe: sem o fone de ouvido conectado e eles ainda cantam alto. Dia desses eu fiquei olhando para eles se divertindo ao som de uma música brega qualquer. Até que uma gordinha tomou o celular da mão do cara de cabelo arrepiado e pintado de loiro e falou: "vamos trocar de música porque essa é a favorita da Eloah". F*da demais!
Elevador - Levando em consideração que passei minha infância e parte da adolescência morando em prédios e me utilizando de elevadores milhares de vezes, é de se espantar que eu não saiba da regra "mulheres primeiro". Para ser beeeem sincero, nunca pensei que tivesse que levar a sério essas coisas. Pois em São Paulo é uma heresia você passar à frente de uma mulher na saída do elevador. Uma tremenda hipocrisia, porque na verdade, quando se está do lado de fora, à espera "do mesmo" (Antes de entrar no elevador, verifique se o MESMO está no andar. Um dia escrevo sobre isso), a maioria das pessoas fica na frente da porta quase impedindo a passagem de quem quer sair. Além disso, é mais um pretexto para os homens darem aquela scaneada na bunda da mulherada. E outra, não é o caso de derrubar a mulher que vai passar, se ela tiver na frente, vai tranüila. Se estiver eu, vou eu mesmo, pode ser?
Comida - Herança genética é fogo. Ainda mais quando é TOC. De tanto meu pai falar que não gosta de ouvir ninguém comendo eu também fico afetado com esse transtorno. Sabe aqueles estralinhos de quem tá mascando chiclete, ou tirando o restinho de bolacha do canto da gengiva? Aquelas onomatopéias de quem não fecha a boca para mastigar? Só Deus sabe como eu me controlo para não falar para o barulhento "fecha a p*rra da boca e come direito, car*lho!!!!!!"
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3 comentários:
Te mandei um email outro dia enorme com ajuda e você não respondeu até hoje. Caso não lembre, eu tava te explicando pelo telefone (você estava entrando no celular atabalhoadamente e o sinal caiu e tive de terminar a ajuda no email) como você faz para colocar músicas boas no celular, algo em escassez hoje em dia. Mas eu tive de interromper a escrita porque tinha alguém me chamando pra comer. Tava um baraulheira de dente mastigando tão forte que me irritou. Assim, aguardo sua resposta criativa de duas linhas até hoje.
Cordialmente,
Você esqueceu de dizer do seu estranho comportamento de não suportar televisão com volume alto. "Abaixa essa porra aê, caralho!". Cara estranho...
Sem mais para o momento
Ultimamente é que vc não tem respondido os meus mails. Também não tem pedido ajuda. Mas antes até que os assuntos iam em frente.
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