(Atenção: este texto pode conter expressões escatológicas)
Deve ser isso que as pessoas pensam (foda-se, não é meu mesmo) no momento em que jogam uma bola de papel melado por sobre os ombros, em direção ao chão do banheiro do prédio onde eu trabalho.
Só pode ser isso!
Nada justifica espalhar lixo pelo chão do banheiro que você vai usar mais três ou quatro vezes no dia, a não ser esse egoísmo tipicamente brasileiro.
Conheço um cara que queria alugar um carro durante as férias. Ele me explicou:
- Quero um carro bom, para correr, dar uns cavalinhos de pau e tudo mais.
- Que isso, cara. Para que isso?, perguntei.
- Ah, foda-se, não é meu mesmo, tenho que aproveitar, respondeu, levantando-se e indo em direção ao banheiro ao qual me referi no primeiro parágrafo deste texto.
Levando em consideração que o local onde trabalho é composto por pessoas supostamente esclarecidas, com um mínimo de senso crítico, não consigo entender o motivo pelo qual o cara deixa três toras de jacaranda torradas boiando na privada e não dá descarga.
Ou aqueles camaradas que brincam de ciranda-cirandinha e espalham o jato de mijo por todo chão e adjacências da cabinezinha lá.
Pior é que tem gente que ainda vai ao banheiro, mesmo fedendo mais que cachorro morto em beira de estrada, para descascar frutas, tipo kiwi ou laranja. E deixa a casca no ralo da pia. O djabo é quem mete o dedo ali para limpar a região.
Daí, vem um outro funcionário, escova os dentes na pia, a água transborda e mela o resto da pia, com pasta de dente, casca de kiwi, baba-de-moço, caroço de angu, rabo de arraia...E você tem que passar por lá para lavar as mãos, depois de uma simples e limpa mijadiha no mictório.
Acontece o mesmo com as privadas. Pelo que entendi, não adianta colocar um aviso de que está entupido. Tem gente que só gosta de evacuar nas privadas comprometidas pela falta de higiene de seus companheiros de trabalho.
Eles devem pensar:
"Tá entupido, mas eu tô aos peidos aqui, não dá para segurar. Ah, foda-se, não é meu mesmo!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
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2 comentários:
Às vezes a gente tem que usar a privada como máquina de lavar roupa. Isso é que é foda.
Essa sensação de impunidade para o alheio é o que diferencia o primeiro do terceiro mundo. É um dos pontos principais, e vai desde executivos a trabalhadores braçais. Não tem a ver educação apenas, mas com postura e cultura.
Uma das coisas legais de Curitiba é o cuidado do povo com a limpeza das ruas. Claro que não é uma perfeição, mas muito melhor do que na maioria das cidades brasileiras.
Acho estranho que o mesmo cuidado com as ruas não se estenda aos banheiros públicos.
bjos
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