Um grande amigo me disse que receber visitas de outra cidade é um sinal de amor.
Amor dos amigos pelo anfitrião.
Bueno, viadagem aa parte, receber visitas tem sido uma de minhas maiores ocupações nos últimos anos. Desde que vim para São Paulo, na última vez que ocorreu na última vez que houve um dia 29 de fevereiro, essa atividade se intensificou.
Até então, eu era uma espécie de cicerone dos paraibanos no quadrilátero federativo. Fui ao aeroporto inúmeras vezes receber amigos, parentes que perderam o vôo, filhas de amigo, amigos dos meus pais, ex-colegas de trabalho, inimigos (se é que eu tenho algum)...
O roteiro em Brasília é clássico: Esplanada, Ponte, Ermida, Igrejinha da 8, Pontão e chopp. No dia seguinte, da ressaca, cinema e parque da cidade. Depois disso, a visita começa a se enfadar. E eu também...
Diz um outro grande amigo que visita é igual peixe, depois de dois começa a feder, a incomodar...
Acontece que em São Paulo, uma visita de dois dias não dá para conhecer muita coisa. Nem eu mesmo que moro aqui há quase um ano não conheço muita coisa.
A não ser que você faça como White Martins (o tal amigo dono da frase do peixe, supracitada), que veio com a intenção de passar três noites e dois dias, apenas para tomar umas geladas e engordar, com "pratos quentes, calóricos e amarelados".
Leandro Timbu também veio com um único objetivo: dançar rock. Dançou, encheu a rabiola de cachaça e foi-se, muerto nas calças, de volta para Sobradinho.
Ou, o poeta Astier, que chegou aqui como um raio, numa manhã de sexta e foi embora sem ser visto, num domingo à tarde. Ele participava de um festival de teatro no centrão e emendou uma peça na outra até a hora de volver. Ana Paula duvidou que eu estivesse recebendo um amigo em casa.
Ainda aguardo um retorno, para que possamos "nos conhecer melhor".
Má sorte teve o professor Fernando. Veio com Drica em um mês turbulento, devido a fatores extracampo, e acabou convivendo com o melhor do mau humor de Daniel Brito. Por causa do meu comportamento, ele ganhou um vale brinde para retornar a São Paulo e conhecer os lugares nos quais eu não pude/não quis leva-lo...
Agora, amigos, deixo avisado que a casa está, mais-do-que-nunca, aberta para todos. Lara, minha irmã, deixou seu aposento vazio aqui na Pomps e mudou-se para o lado de lá do trópico de capricórnio.
Portanto, prometo que nenhuma visita vai dormir no quartinho que já foi dispensa de alimentos em priscas eras (antes de chegarmos aqui). Agora é um quarto de verdade, com chave na porta e armário para guardar as roupas.
Mas tem alguns detalhes: vai ter que aguentar os pelos esvoaçantes de Catôta e Reméla, espalhados pela casa; uma bagunça espetacular em todos os cômodos (inclusive no quarto recém-desocupado), meus péssimos hábitos alimentares e minha ressaca descomunal...
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7 comentários:
Hehehehe... Mas a gente conheceu o Museu do Futebol e ainda dei um rolé no sábado na Benedito Calixto (aliás, esse é roteiro básico de quem vai a São Paulo no fim de semana, que nem a Esplanada e a feira da Torre em Brasília).
E ainda dei sorte de não ir no fim de semana da enxurrada (com xis).
Aguardo ansiosamente o casal por aqui.
Amanhã estarei aí de novo, mas, como sói ocorrer, minha estada não durará nem 24 horas.
Cordialmente,
Aqui em casa é assim - entrego a toalha de banho e a chave da porta de casa com a frase: te vira que você não é quadrado! E nessa, os amigos voltam sempre! Ainda bem!
Agora esse povo que come arroz, feijão, filé e batata frita, na volta da balada, as 5 da matina... tsc tsc tsc... tá mesmo é querendo assutar a visita!...rs
E essa do Super Campbell não ficar nem para uma cerveja...
Beijo.
Tbém sirvo de guia sempre...na fronteira, aqui em Curitiba.
Ficou Catôta mesmo, hein??? ahaha, que nome feio, mas é original...acho tão , mas tão feio que até fica bonitinho, se me entende.
bjos
Só deixei uma cama (arrumada) no quarto. Mas será possível que vcs já conseguiram bagunçar isso tbm??? É patológico...
PS - A reforma ortográfica mudou o nome do Remela tbm foi? Agora tem acento?
martins - qdo eu for ai, eu te pago uma griqui bierrrr
vanessa - poxa, vc memorizou mesmo a refeicao da madrugada, hein? eheheheheh
cris - ficou catôta. é a cara dela mesmo!
lara - bagunça sempre há. nao é pq o quarto ta trancado que a gente nao tem que dar uma passada la para deixar nossa marca registrada
Superdãniel,
conheci mesmo o Remela,
q tava lá sempre q eu chegava
:-D
mas, apareço aí qlqr dia.
Qto ao Lutador,
o filme me pegou pelos bagos.
Gostei pra caralho.
Abração
Mesmo presenciando as constantes trocas de socos e pontapés entre o casal DB/AP e ter dormido em meio a jornais velhos e pêlos de Catôta e Remela, posso dizer que fui muito bem tratado na Mansão Brito (a macarronada foi demais). A hospitalidade é a marca do casal. E a solidariedade de Briba igualmente. Bebeu 800 litros de cerveja do meu lado, só para eu não ficar bêbado sozinho. Bom saber que da próxima vez posso dormir num QUARTO de verdade. E não na dispensa :)
Sem mais para o momento
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