Esta é a minha guitarra. Uma Gibson 1968, made in Chinese Taipei. É com ela que estou vivendo meus dias de heroi da guitarra e atormentando a vida de Ana Paula.Temos de reverenciar o gênio criador do Guitar Heroe.
Onde é que o cara tava com a cabeça ao pensar em um jogo de video-game para tocar guitarra?
Já queimei algumas pestanas pensando nisso. A solução mais fácil é a seguinte: o cara viu aqueles homenzarrões dando pulinhos naquele jogo de dança que tem em todo xópen e imaginou que poderia fazer um de apertar botões com uma guitarra.
A lógica dos dois jogos é a mesma. É uma questão de coordenação motora. Não tem nadas a ver com cifras, partituras ou whatever. É um exercício para testar os reflexos. Quando passa a bolinha azul lá na imagem, tem que apertar o botão azul junto com o movimento da paleta na outra mão, e quando eles (os botões) são acionados na guitarra, dá o ritmo da música. E assim vai...
Nem sempre o ritmo é realmente o som da guitarra. Às vezes é a bateria, o baixo, o teclado. Ou seja, quem toca guitarra de verdade deve achar sem graça nenhuma guitar heroe. Mas quem, como eu, foi um herói da Air Guitar (sou o atual vice-campeão paraolímpico sub-17 da Paraíba), o joguinho de video-game é um espetáculo.
Agora eu ando pelas ruas murmurando músicas do Cream, banda que jamais tinha ouvido falar, mas que segundo meu agente Fifa, Vieira Fernandez, foi uma das primeiras de Eric Clapton. Como diz um amigo, Eric Plapton.
O mesmo rola com The Who (que eu já conhecia, pero no mucho), Social Distorcion, Muse...que mais? Esqueci o resto das bandas.
O grande perigo desse jogo é o risco de virar alcoólatra. Sim, porque é foda tocar rock de cara, sem uma cervejinha gelada do lado para deixar o som ainda mais vibrante. As 30 primeiras vezes que joguei foram com uma geladinha me acompanhando, de pé, cheio de ginga nos quadris para dar mais emoção. Depois parei, porque o negócio poderia ficar sério demais. Agora, jogo sentando, tomando água e concentrado.
O que me impressiona também é a evolução dos jogos. Porra, eu lembro que há 20 anos a gente tinha um telejogo em casa. Duas décadas atrás, a diversão era brincar de paredão com o video-game: dois toquinhos, um de cada lado, batiam numa bolinha quadrada e saltitante para fazer o "gol". Era muita emossão...
Quanto mais velho ficamos, mais evoluído se tornam os jogos. E a molecada vai jogando junto com a gente, que já está chegando na casa dos 30. É, eu tenho amigos que tem mais de 30...eheheheh
Imagina quando a molecada tiver 30 anos, como vai ser o Guitar Heroe?
Bueno, se servir como sugestão para os caras da Nintendo, sei la da Sega, gostaria de pedir a criação de uma seção para criação de sons. Tipo guitarra experimental. A gente sai apertando as teclas e produzindo um som, daí poderíamos gravar qualquer música para tocar depois. Seria uma maneira de convencer os caras que tocam guitarra de verdade que o Guitar Heroe também é real.
Alguém aí tem um email dos caras lá para repassar a sugestão, por favor?
5 comentários:
eu t ejuro q aind anão comprei uma parada dessas pq to com medo de não querer fazer mias nada na minha vida...
Minha garota comprou um Wii, da Nintendo. Além de usufruir do brinquedo 80 vezes mais do que ela, o primeiro jogo que comprei pra ela de presente foi.... "Guitar Hero III". Ela só experimentou uma vez. Já eu...
Sem mais para o momento
Eu não consigo mais ouvir When We Were Young do The Killers sem automaticamente imaginar as bolinhas passando. A música fica ainda mais emocionante quando chega naquela parte final (vc sabe qual!). Estou morrendo de saudades do Guitar Hero, penso nele todos os dias! Vê se tu traz ele na mala quando vier pra cá...
PS - Emossão? Sério?
sera que eu vou ter que colocar em negrito para vc entender que eh gozaSSao?
Hollllld my breath as i wish for deaaaaaaaathhhhhhh, please god help meeeeee
(acho o guitar hero antididatico e palha, na verdade, sou mais minha guitar zero, hehehe)
Cordialmente,
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