sábado, 12 de julho de 2008

Dois testes de personalidade

O poder muda as pessoas. Taí Luiz Inácio para não me deixar mentir.

Mas ele não é o protagonista aqui. Refiro-me a poderes menores.

Minha tese é: é possível identificar a personalidade das pessoas ao volante ou jogando bola. (Eu disse "poderes menores")

Dirigir um carro ou ter a posse de bola num jogo de futebol não deixa de ser um teste de personalidade.

No futebol, tem gente que simplesmente vira um outro ser humano quando entra em campo.

O futebol desperta os "instintos mais primitivos" do homem.

O preguiçoso, o participativo, o egocêntrico, o malandro, o discreto, o aproveitador, o inseguro, o arrogante, o persistente...todos esses tipos se encontram num campo de futebol. "Mais próximo de você".

Da próxima vez que você for jogar bola, preste atenção na sua personalidade com a bola no pé.

No trânsito, a gente vê quem é teimoso, solidário, egoísta, agressivo, tímido e por aí vai. Porque é no comando de um carro que passamos o maior parte do tempo no convívio social com desconhecidos. Não precisa morar em São Paulo. Quem nunca dirigiu no engarrafamento (de qualquer proporção), ou foi deixar o irmão mais novo no colégio, ou esteve dentro do ônibus ao meio-dia e vê um engraçadinho travar a rua por parar em fila tripla?

Por causa desse poder de dirigir um carro e a possibilidade de não estar consciente dele (leia-se: estar bêbado), criaram essa lei da Suécia aqui no Brasil. Dirigir bêbado mata. Mesmo que seja zero-vírgula....

Usou-se, até onde entendi, da mesma lógica para o tal do referendo para o comércio de armas de fogo, um dia desse qualquer aí para trás.

E andar e/ou dirigir armado?
Não é tão perigosos?

Então...

5 comentários:

Felipe disse...

A diferença é clara:

Quando vocÊ compra uma arma e anda armado, você é um perigo em potencial. VocÊ está sobrio e consciente dos seus atos, o que é uma diferença gritante para quem está bÊbado.

Ao dirigir bêbado, você perde a capacidade de discernimento (sim, perde) e assume o risco. É como o direito chama de dolo eventual. Dirigir bêbado é como você cololcar uma maçã na cabeça do sujeito e ficar atirando nela. Uma hora que acertar a cabeça do cara, sem querer, voc~E será punido nao por homicidio culposo (ja que nao foi exatamente um acidente) ou doloso (ja que nao queria explicitamente mata-lo), mas por dolo eventual, pois foi irresopnsavel, negligente e imprudente. Assumiu o risco. E dançou. Entao, a lei vem pra evitar (ou impedir) que nego assuma o risco.

Abs

Unknown disse...

Tenho que admitir SOU FÃ DO FELIPE!!! nem te conheço, mas tenho que admitir FELIPE VC É SENSACIONAL!!

eu tô tentando explicar isso pra neguinho aqui há diassssss e nunca consegui convencer ninguém, mas esse seu comentário fez muita gente refletir. valeu

Tá vendo Daniel, seu blog tb é cultura e conhecimento - kkkkkkkkkkk

xêro e eu voltei aos coments.

Unknown disse...

É possível também identificar a personalidade da pessoa quando ela é passageira em um carro e fica dando "dicas" ao motorista. Entra aqui, vai por ali, ultrapassa, você não deveria ter feito. Talvez isso mosrte que a pessoa em questão não confia totalmente no outro ou se acha o maior motorista do mundo.KKKKKKK

DB disse...

a analogia é perfeita, totalmente pertinente e eu concordo, white martins, mas tenho algum ponto de discordância que vai além dos argumentos técnicos.

É, justamente, a capacidade de discernimento de quem está bêbado com um carro e quem está sóbrio com uma arma. E é mais ou menos o que eu quis dizer aqui, da necessidade do ser humano de se sentir superior aos demais, com o mínimo de poder que tenha. No caso aqui, o carro e a bola. Com a arma, então, não se compara.

Bom, se não pode dirigir bêbabdo, deveria haver uma fiscalização para verificar quem anda armado. Bêbado ou sóbrio. Para mim, é tão perigoso quanto.

Aliás, voltando aos bebados motirtsas, era melhor fazer um exame antidoping do que um simples teste do bafômetro.

Para completar, o governo assinou um atestado de incompetência e irresponsabilidade ao alterar a lei, porque já existiu a punição aos c* de cana, mas ela nunca foi exigida.

Elane, cuidado, porque o Felipe naao é tão sensacional assim.

Da Silva, é preciso atenção ao palpite de quem vai no banco do carona, geralmente ele sabe mais que o motorista...

Felipe disse...

Eu também acho... A lei anterior era mais do que suficiente para punir os infratores. Mas não era aplicada. Não precisa de tolerância zero. Bastava cuimprir a lei anterior.

Pelo que tenho "lido, visto e ouvido" (sic), não tarde e eles flexibilizarão a lei. Juristas dizem ser totalmente constitucional a lei seca, mas ressaltam que uma lei tão radical, que não diferencia o pequeno do grande infrator, cedo ou tarde é modificada pra ser ajustada à realidade.

No mais, os números, repito, corroboram qualquer atitude neste sentido.

Mas acho que a questão da arma é outra: se você tem licença pra arma ou não, é muito menos perigoso do que um cara bêbado, que pode até ser uma boa pessoa, correta, cidadã honesta, mas perde o discernimento. Que se fiscalizem as armas, então, mas isso não tem nada a ver com a birita ao volante.

absss