quarta-feira, 30 de julho de 2008

Subir para baixo - Parte II

O cara era tão lépido, mas tão lépido, que deixou de ser faceiro.

Raro, né?

Tão difícil de encontrar como uma faca-de-dois-gumes. O que para Bocão, o maior guardador de carro do mundo de Campina Grande, é uma faca-de-dois-legumes. Só a faca é assim.

Eu, honestamente, nunca vi nada ser tão solenemente ignorado quanto a ignorância, no sentido de indiferença. Já vi sessão solene e tal, mas solenemente? Só sendo ignorado mesmo.

Mesma coisa com o oceano abissal. Para mim, só as profundezas eram assim. Mas daí veio White Martins e lembrou que a diferença pode ser do mesmo tamanho.

Aliás, White Martins, que tem esse mesma hábito de destacar expressões siamesas, lembrou do nariz. O único lugar no mundo onde se pode assoar alguma coisa é no nariz. Ele fica incomodado também com o silêncio sepulcral.

"Já ouviu outra coisa sepulcral que não fosse o silêncio?"
me escreveu, dia desses.

Nem no cemitério.

2 comentários:

Unknown disse...

Eu adoooreeiii esse negócio de destacar expressões siamesas. Agora, estou viciada nisso. kkkkkkkkkkkkkkk

xêro

Felipe disse...

E ensejo, você conhece um ensejo que não seja "aproveitando" ?

E atear fogo? Alguém atea água em alguma coisa?