terça-feira, 2 de setembro de 2008

A LUTA

Finalmente, comprei A Luta, de Norman Mailer.

Ora veja você...rodei por livrarias desde 2002 em busca desta obra. Considerada uma obra prima da narrativa esportiva da literatural do universo. Por mim mesmo.

A Companhia das Letras lançou a última versão em português em 1998. A primeira vez que ouvi falar do livro foi em 2002. Desde então, saí à caça: João Pessoa, Campina Grande, Brasília, Recife, Toronto, Lisboa, Londrina, Joinville, São Paulo, Rio de Janeiro, Campo Grande, Goiânia...Para você ver, procurei até exemplares em português "legítimo".

Nada!

Foi aí que me apresentaram o site estante virtual. É uma "coletânea" de sebos do Brasil inteiro. Das mais de numseiquantosmil sebos registrados lá, apenas dois tinham A Luta. Ambas em João Pessoa.

Aproveitei esse meu período de folga de 15 dias no Nordeste e corri para a pequenina e heróica Paraíba. Para buscar o livro e visitar meus pares.

João Pessoa está mais cosmopolita. Pelo menos em termos comerciais. Mais opções, mais gente, mais coisas novas entre uma casa antiga e um prédio colorido recém-construído. Mas é de dar asco a necessidade do paraibano de se aproveitar da boa vontade dos outros.

Eu tô falando da campanha eleitoral. Quer dizer, "boa vontade dos outros", não! Da obrigatoriedade de votar.

Para começo de conversa, a maioria dos carros grandes e/ou importados tem um super adesivo com a cara de algum político. Parece uma ditadura, onde o Estado está presente em todos os setores da sociedade e todos querem fazer parte dele, como se não houvesse mais opção de sobrevivência.

F*da mesmo é ver a qualidade dos candidatos a vereador. Para não prolongar o post, deixa eu citar somente os casos daqueles cujo maior mérito é ser filho de alguém. E nem precisa ser filho de político do primeiro escalão estadual.

"Vote em Damásio Júnior"

Precisa dizer mais alguma coisa?

Sim, precisa lembrar que está certa a minha tese (roubada de alguém) de que, no Brasil, discute-se pessoas e não projetos.

Domingo passado eu tava de ressaca, e quase coloco tudo para fora ao ver um adesivo numa picape:

Vote em Fabinho
O filho do Dr. Fulano de Tal.

Bom, como eu tava com o meu livro dentro da bolsa (versão rara, de 1975, da editora Civilização Brasileira), após pagar R$ 17 contos de réis por ele, fingi que aquele adesivo não era comigo.

4 comentários:

Anônimo disse...

Daniel, meu distinto,
desculpa não ter respondido, foi desleixo mesmo.
Naquele dia, o do torpedo,
eu caí doente, fiquei até
tarde na cama, só fui ligar o cel à noite, quando vi o recado. Pena q a gente não tenha prosseguido no papo. Olha, a bruxa ficou solta pq Expedito nem foi trabalhar ontem, pegou uma "ensolação", o bicho nunca sai de casa e quando sai dá nisso.
Abração e tu fica até qdo por terras pernambucanas????

DB disse...

putz...o negócio foi sério, entao, hein? espero que não tenha sido os conhaques. E no caso de expedito, as cervejas. Mas nao tem problema. Nao faltaram oportunidades para um reencontro. Por enquanto, eles seguem via blogs...

Mário Coelho disse...

Como dizia Mohammed Ali, Norman Mailer era o mestre das letras. E nesse livro ele chegou no auge. A narrativa te leva para dentro da própria luta, meu caro. Totalmente excelente.

Ana Clara disse...

Se amarrou no Casa com cê maiúsculo?
=)
bjs e boa leitura :P