terça-feira, 4 de novembro de 2008

Quando Remela conheceu Catôta

Remela dormia em posiçao de biscotio de queijo, no cantinho do sofá, quando Catôta chegou.

Acendemos a luz da sala e tivemos a infeliz idéia de apresentar, logo de cara, a mais nova habitante da casa. Catôta é uma cadelinha biggle bicolor (bege e branca) de apenas dois meses, mais agitada do que a Avenida Paulista às 18h30.

Idéia de Lara e Ana Paula.

O Shopping Bourbon, nosso vizinho aqui na Pompéia, abriu um petshop. Elas se apaixonaram perdidamente pelos olhos esbugalhados e o focinho claro de Catôta e, ontem, me intimaram a ir lá na loja para dividir o prejú.

A idéia delas é juntar um gato e um cachorro ainda pequenos (Remela tem seis meses) em casa para criar uma convivência harmoniosa.

Não faz nem 12 horas que Catôta chegou e o que eu posso dizer é que o clima não está nada bom na casa.

Remela sempre foi daquele tipo gato-cachorro: acompanha as pessoas pela casa, brinca de morder, fica cheirando nossa comida, faz festa quando nos encontra no final do dia, avança no pedaço de carne dando bobeira na cozinha, volta e meia dá umas mijadas fatais em lugares inapropriados (ah, aliás, a gente tá desconfiando que ele tá mijando na privada do banheiro. Sério!)

Bueno, quando Remela, ainda se espreguiçando mal humoradamente, deu de cara com Catôta, soltou aquele granhido de uma pantera negra sendo ameaçada. Catôta não percebeu a gravidade até que Remela se colocou em posição de ataque e desferiu uma patada (Remela é destro) contra Catôta, interceptada pela palma da mão de Ana Paula, que ficou sangrando, dada a força e a posição da unha de Remela em direção à cadelinha inocente.

Seguramos Remela no colo enquanto Catôta circulou pela casa, correndo para conhecer a região. Distribuíu afiadas mordidas nos donos da casa, deixou um toletinho do lado do móvel da TV, e tentou se aproximar de Remela mais umas três ou quatro vezes. Na última tentativa, levou uma patada no olho que a fez chorar.

Remela foi trancada no quarto, com Ana Paula, enquanto permaneci na sala até que a pilha de Catôta acabasse. O que só rolou lá pelas duas da manhã.

Agora, neste exato momento, Remela dorme (em posição de biscoito de queijo) no sofá. Catôta, trancada no quartim de visitas, do outro lada da casa, também dormindo. Assim espero...

E eu, buscando referências na internet sobre como fazer um gato virar amigo de um cachorro sem deixar cicatrizes...Lara, por sua vez, busca um nome melhor para a cadelinha. Ela não gostou de Catôta.

4 comentários:

Madame Mim disse...

Adoro cachorros!!!

Minha cadelinha (que não mora comigo) apanha de gatos até hoje.Uma covarde.
Sugiro que vcs aparem as unhas do Remela, para ele não machucar a cadelinha, nem cegá-la caso consigo atacá-la.
Tbém achei Catôta um nome muito feio. Ela deve ser linda, beagles são ótimos (aliás, vc podia colocar umas fotos dela e do gato aqui).
Vou deixar algumas sugestões de nomes:

Sarah Palin
Sascha (é o nome da minha e tbém de uma das filhas do Obama)
Petit
Massinha (em homenagem ao piloto)

Inté.

DB disse...

ahaha..excelente ideia. num brainstorm, a gente pode dar o nome dela de Glock!

Madame Mim disse...

Glock é legal, melhor que Catôta.

Paulinho Mesquita disse...

Catôta é feio. Mas combina com Remela...mas acho que nome de cachorro tem sempre q ser o primeiro q vem na cabeça qdo se olha pra ele.
qto à relação dos dois... no começo vai ser estranho, afinal o Remela era dono do pedaço e agora vai ter de dividir tudo com uma babona pilhada em alta voltagem, mas eles se acostumam um com o outro.
mas sugiro seguir a recomendação ai de cima de aparar as unhas do Remela...