A professora de história da 7ª série pediu para a galera fazer um texto em forma de repente.
De repentemente, eu não entreguei o trabalho.
"P*rra, como se faz repente? Mal sei escrever."
Pelo menos dessa vez eu tinha uma justificativa plausível.
Ela explicou pacientemente que era só escrever um texto normal e depois arrumar os verbos para rimar. Deu mais umas três dicas lá (que eu não prestei atenção porque fiquei processando a primeira - rimar as palavras) e eu fingi que entendi.
Tentei, silenciosamente, por anos seguir a primeira dica da professora. Mas desisti. Tenho vergonha até das cinzas do esboço.
Minha conclusão é que os textos já vêm à tona pre-formatados, com os limites técnicos-administrativos definidos. Se inventar demais, dá m*rda. Olha só esse aqui. E a justificativa. Sem contar aqueles que eu nem consigo sequer escrever o que gostaria.
É uma questão de espaço restrita no meu HD. "Ou faz assim ou...já viu, né?"
Na maioria das vezes, os textos me surgem com o título, tipo pacote completo. Um título é a melhor maneira de fazer essas poucas linhas se estenderem. Acho até que é uma coisa meio que jornalística. "Quando Remela conheceu Catôta" ou "O ônibus da sorte". Tipo manchete de jornal sensacionalista.
Ainda vou aderir ao estilo Franz Kafka e colocar uns títulos lacônicos, "A Mosca" ou "A Metamoforse" e "O Castelo". Mas aí seria até mais difícil escrever.
Pronto. Quer um exemplo?
Baseado em Berna Beat e Ana Clara, inventei de fazer uns posts com títulos em inglês. Na maioria das vezes o título não tinha muito a ver com o contexto do texto.
Aliás, esperava até o último ponto final para criar um título em inglês. Ficava com um título em português na cabeça, mas na hora de publicar, apagava e preenchia o espcinho aqui acima em inglês. Sempre com trechos de música.
Tática ensinada por Ana Clara (trecho de música) e que me remeteu à professora de história da 7ª série, que pediu para escrever tudo e depois adaptar. Comecei (mal) pelos títulos...
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5 comentários:
Começou com Weezer, começou bem.
Professores de história costumam traumatizar os alunos. E eu fiquei tão traumatizada com as minhas, que resolvi ser uma. Mas prometo a você que nunca pedirei que meus alunos façam um repente.
Escrever a partir do título parece mais complexo que colocar o título depois.
bjo
Engraçada essa coisa de título. Freqüentemente ele pipoca na cabeça antes mesmo de começar a escrever o texto. E, quando termino, raramente o troco. Encaixa direitinho.
Me amarrei no título!
:P
Que bom que dei a "dica". Pô, eu sou ninguém, mó preguiça desse texto rimado de repente. acho que não teria as manhas (nem saco) também. Imagina uma criatura da sétima série!
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