segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Say it ain't so

A professora de história da 7ª série pediu para a galera fazer um texto em forma de repente.

De repentemente, eu não entreguei o trabalho.

"P*rra, como se faz repente? Mal sei escrever."

Pelo menos dessa vez eu tinha uma justificativa plausível.

Ela explicou pacientemente que era só escrever um texto normal e depois arrumar os verbos para rimar. Deu mais umas três dicas lá (que eu não prestei atenção porque fiquei processando a primeira - rimar as palavras) e eu fingi que entendi.

Tentei, silenciosamente, por anos seguir a primeira dica da professora. Mas desisti. Tenho vergonha até das cinzas do esboço.

Minha conclusão é que os textos já vêm à tona pre-formatados, com os limites técnicos-administrativos definidos. Se inventar demais, dá m*rda. Olha só esse aqui. E a justificativa. Sem contar aqueles que eu nem consigo sequer escrever o que gostaria.

É uma questão de espaço restrita no meu HD. "Ou faz assim ou...já viu, né?"

Na maioria das vezes, os textos me surgem com o título, tipo pacote completo. Um título é a melhor maneira de fazer essas poucas linhas se estenderem. Acho até que é uma coisa meio que jornalística. "Quando Remela conheceu Catôta" ou "O ônibus da sorte". Tipo manchete de jornal sensacionalista.

Ainda vou aderir ao estilo Franz Kafka e colocar uns títulos lacônicos, "A Mosca" ou "A Metamoforse" e "O Castelo". Mas aí seria até mais difícil escrever.

Pronto. Quer um exemplo?

Baseado em Berna Beat e Ana Clara, inventei de fazer uns posts com títulos em inglês. Na maioria das vezes o título não tinha muito a ver com o contexto do texto.

Aliás, esperava até o último ponto final para criar um título em inglês. Ficava com um título em português na cabeça, mas na hora de publicar, apagava e preenchia o espcinho aqui acima em inglês. Sempre com trechos de música.

Tática ensinada por Ana Clara (trecho de música) e que me remeteu à professora de história da 7ª série, que pediu para escrever tudo e depois adaptar. Comecei (mal) pelos títulos...

5 comentários:

Mário Coelho disse...

Começou com Weezer, começou bem.

Ruiva disse...

Professores de história costumam traumatizar os alunos. E eu fiquei tão traumatizada com as minhas, que resolvi ser uma. Mas prometo a você que nunca pedirei que meus alunos façam um repente.

Madame Mim disse...

Escrever a partir do título parece mais complexo que colocar o título depois.
bjo

Guilherme Zé Gotinha disse...

Engraçada essa coisa de título. Freqüentemente ele pipoca na cabeça antes mesmo de começar a escrever o texto. E, quando termino, raramente o troco. Encaixa direitinho.

Ana Clara disse...

Me amarrei no título!
:P
Que bom que dei a "dica". Pô, eu sou ninguém, mó preguiça desse texto rimado de repente. acho que não teria as manhas (nem saco) também. Imagina uma criatura da sétima série!