Assim como o Ipod no carro da W3, que vi recentemente, e a tevê na casa do meu amigo White Martins, a internet também tem o poder de separar as pessoas.
Por mais que você converse diariamente com amigos do outro lado do país, dê conselhos a ex-namoradas perdida na Europa em crise existencial; conte piadas sem graça com sua irmã no Himalaia; aprenda uma receita de sopa típica da república Tcheca, tudo isso pela internet, eu ainda acredito que a rede separa as pessoas.
No meu caso, que meus pais, meus irmãos e minha garota estão longe, a internet me separou do surpreendente e recém-criado hábito de ler. Meu aproveitamento caiu muito desde que coloquei essa maldita ADSL na minha humilde kit. Culpa, também, deste blog.
Bom, mas às vezes eu seguro a vontade de ligar esse computador e leio o Dia do Curinga, que Ana Paula me deu há um mês. Somente agora cheguei aa metade e a leitura passou a engrenar. É um livro sobre filosofia juvenil, e estava meio desinteressado por ele.
Quando chegou na página 80 eu dei mais 40 páginas de tolerância: ou ele melhorava de vez, ou ele adormeceria no fundo da minha pequena prateleira de livros (tem uns lá que nem li, mas contabilizo como concluído).
O que salvou o livro da poeira da estante foi a história das coincidências.
O mundo ama coincidências.
Está aí o horóscopo para não me deixar mentir. Como pode milhões (ou bilhões) de pessoas terem a mesma sorte em um mês porque "Júpiter entrou na casa de Urânio e isso indica prosperidade"?
Quantas vezes você não pensa que podia aparecer uma graninha extra no teu orçamento e isso tudo fica só no pensamento? Mas um dia, apenas um dia, em milhares de dia da sua vida - se você for sortudo, de fato, podem ser dois - você encontra uma nota de cinqüenta caída no chão, sem ninguém por perto.
É uma grande coincidência!
"Eu tava pensando em dinheiro e me aparece esta nota de 50 contos de réis!"
Nos próximos anos você vai contar esta incrível história.
São as coincidências que fazem os filmes terem final feliz.
São as coincidências que dão graça às piadas.
São as coincidências que vendem jornal.
Ah, acabei de me lembrar de outra "grande concidência". Quem se lembra daquelas fotos misteriosas en que apareciam santos ou alguém já morto ao lado da figura originalmente fotografada? Essas coisas meio sobrenaturais nas fotos antigas.
Desde que as máquinas digitais dominaram o mercado, nunca mais se teve registro dessas fotografias.
Das duas, uma:
Ou os espíritos são avessos aa tecnologia, ou as coincidências nesse campo se esgotaram com o último filme revelado!
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3 comentários:
Eu só li tres livros este ano. Tá foda. MAs tô me esforçando. Sou viciado em internet mesmo. Mas discordo. Acho que ela aproxima as pessoas sim. Tem zilhoes de pessoas que, se eu ficar uma semana sem entrar no msn (mesmo que seja sem conversar com ninguém), vao estranahr e dizer: "tá sumido". E tenho amigos que sabem tudo e mais umpouco da minha vida e quase nao falo com eles por telefone. A internet é agregadora. Basta conciliar com a vida real.
Eu li um pouco mais, talvez uns 10. Mas, desde que voltei de férias, tá difícil. Não consigo terminar um. O pior é que eu não paro de comprar livros. Então a pilha dos não lidos cresce em progressão geométrica...
Eu concordo com o Felipe, acho que internet bem dosada e bem utilizada pode sim, muitas vezes, aproximar as pessoas... amigos, parentes distantes. Tenho uma amiga que faz medicina na Rússia e fofocamos todos os dias pela internet e o que parecia impossível, conseguimos.Diminuimos as distâcias pelo computador.
Abraços
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