Pode colocar aí uns 18, 20, 22 anos para trás.
No colégio, eu era o primeiro a ser escolhido no par-ou-ímpar. Com o tempo, comecei a ser o terceiro, o quarto. Até que descobri que ninguém gostava de ser goleiro. O louco que quisesse agarrar, no entanto, era sempre o primeiro a ser escolhido.
Virei goleiro quando tinha uns 12 ou 13 anos. Fui o melhor goleiro reserva que o Vizinhança da Asa Sul já teve entre 1992 e 1994. O La Salle também. Tinha um goleiro titular chamado Popó, miserável, que não deixava eu jogar. Ainda bem, porque se eu entrasse, ficaria morrendo de medo.
O lance que é que eu tinha medo de errar.
Futebol, como se sabe, deixou de ser um esporte agregador. Não existe mais pelada tranqüila com os amigos. Sempre tem um filho da p*ta no meio que reclama sem parar. É isso que eu não tolero.
Vai gritar na casa do car*lho, p*rra!
Bom, pendurei as luvas quando tinha uns 16 ou 17 anos, após ser eliminado do campeonato estudantil da Paraíba por um time de muleques descalços (esses são os verdadeiros craques e não aqueles que usam chuteira vermelha-limão da Nike). Voltei para a linha e, como era considerado magro, me posicionei nas peladas como segundo atacante.
Joguei assim na Acep por vários anos. Em Campina Grande, quando tinha futebolzinho (racha, como eles chamam lá), eu também adotava o estilo o colombiano Muñóz.
Atacante veloz, com chute relativamente preciso e bons passes, o que me possibilitava avançar pela direita. Não esqueço nunca o golaço que fiz no Amigão, em CG, de voleio. O pessoal do Premiere SporTV já o separou para colocar no meu DVD Daniel Eterno.
Em férias no Canadá e nos Estados Unidos, eu enganei uns caras lá com esse estilo, que me chamaram para jogar no time de pelada deles lá. No Canadá, o time só tinha uma galera muito legalize, com quem não me identifiquei (até porque estava para voltar para o Brasil). Por falta de tempo, também não acompanhei os peladeiros dos americanos.
Quando voltei para Brasilia, em 2003, em processo progressivo de engorda, percebi que quanto mais velho, menos futebol se joga. Tenho amigos que não batem uma pelada há 10 anos. Em 2006, joguei seis ou sete vezes. Em 2007, disputei o quinto jogo do ano no último domingo.

Visivelmente fora de peso, me escalei (ou me escalaram) como segundo volante, com qualidade no passe, mas sem aquela tradicional arrancada para surpreeender os defensores adversários, e marcando por zona.
Na foto ao lado, por exemplo, eu estava distribuindo a jogada no time chamado Os Máquinas de Escrever, formado por jornalistas e diagramadores do Correio Braziliense. (Não me lembro dessa jogada aí da foto, mas como bem lembrou MB, devo ter errado esse passe, meu pé esquerdo só serve para pisar na embreagem.)
Estou criando o hábito de ir às terças à pelada dos jornalistas que cobrem política no DF. Já dá para imaginar o nível técnico...
Nunca tive a pretensão de ser o melhor em campo, mas estou encarando o futebol como uma forma lúdica de emagrecer. Se eu perder uns cinco a dez quilos (impossível!!!!) com a prática constante do esporte bretão, quem sabe eu não retorne ao ataque?
5 comentários:
"Já fui craque". Essa frase tem que anotar!!!! Mas a foto tá boa!!!!
Eu sempre fui horroroso no futebol. No começo, eu jogava pela brincadeira. Mas quando neguinho começava a gritar, dar esporro, perder a paciência, enfim, ficar louco varrido, jogando bola, eu juntei meus amigos renegados e só passei a jogar se for sob a condição si ne quae non de não haver nenhum tipo de cobrança ou encheçção de saco. É esse o espírito do Clube de Regatas Safena, o pior time do mundo, que já está de olho em você como reforço para a próxima temporada.
Atenciosamente,
kkkkkkkk - ei a foto tá boa !!! parece que tu tá levitando - kkkkk Eu não poderia fazer outro comentário. Num entendo nada de futebol, você jogando bem ou mal, para mim num faz diferença, num sei avaliar- kkkk. Mas a foto, essa sim tá engraçada.
Abraços
tio jorge!!!
Nunca é tarde para recomeçar, Dani. Veja o meu caso (sim, eu realmente fui craque, vc sabe disso - o que me atrapalhava era só a modéstia): vou voltar a jogar. O Diario vai inaugurar seu clube social e eu já esou escalado para o campeonato interno. Se o joelho podre deixar, posso até relembrar os velhos tempos.
Mbr!to
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