domingo, 23 de setembro de 2007

Amigos desapegados

Conheço dois casais e um cara que estão trocando Brasília pela Espanha.

Um vai estudar, o outro vai tocar numa banda de rock, um terceiro vai vender tudo e rodar pela Península Ibérica "curtindo a vida a doidado".

O que mais me impressiona nessa galera é a tranqüilidade de largar o que já construíu aqui e adotar um outro estilo de vida lá, para depois, por acaso, se não der certo, voltar para Brasília e tentar recuperar o que já tinha deixado pronto.

Meu amigo White Martins fez isso em 2004, quando passou um ano do outro lado do pacífico, e retornou ao DF sem perder o fio da meada. Dias desses, confessou que estava com vontade de repetir a dose.

É, realmente, tentador viver assim. Na soma dos últimos 24 meses, passei dois meses viajando com uma big mochila nas costas, sem compromisso e só tive vontade de voltar para casa porque a grana acabou.

Mas tenho certeza absoluta que jamais poderia fazer o que esses caras estão prestes a fazer.

O meu máximo seria fazer uma pós-graduação fora do país, mas com data certa para ir e voltar, e ter onde colocar em prática meus conhecimentos por aqui.

Isso está nos meus planos para depois de 2010.

Até lá tenho que cuidar de pagar uma quitinete que comprei. Ela me impede de voltar a usar meu mochilão nas férias e ainda me deixa amarrado exatamente onde estou agora...

2 comentários:

Felipe disse...

Esse tipo de atitude é libertador, regozijador e traz, sobretudo, muita segurança para a pessoa. E abre o horizonte, nos faz ver que a vida não é nem deve ser se agarrar a um simples emprego por mais que ele esteja bom e deixar de dar um passo adiante só porque, lá na frente, você não sabe o que vai acontecer. Eu, como te disse, penso muito em sair de novo. Mas dessa vez, assim como vc pensa em fazer na sua primeira vez, eu iria pra fazer algo focado, uma pós de um ano, algo que me acrescente além de uma experiência de vida única, como foi a minha de 2004. Como disse o terapeuta do nosso amigo integrante do casal que se vai para a Espanha, não adianta pensar na volta agora. É preciso pensar na ida. Eu acho que, se você já tem fôlego financeiro para se sustentar um ano lá fora, já vale a pena a experiência, mesmo que seja para fazer nada. Ficando um ano fora, você tem a sensação de missão cumprida e sabe que pode voltar tranqüilo e com outros valores, provavelmente muito mais desapegado de coisas materiais e sobrevivendo feliz e contente com muito menos do que a sociedade impõe como mínimom necessário para subesistir. Viajar, morar fora, conhecer outras pessoas e lugares é sempre bom. 30 dias por ano é pouco para viver isso a fundo. Mas já é um comço. Aproveite enquanto ainda não tem filho, mlher, etc. Mas pague sua kit primeiro, ehehehe.. E a copa de 2010 não está longe não... A africa do sul... é logo ali... comida... de LEÕES!!!

Anônimo disse...

Hum, eu tbém tenho planos nesse sentido, de fazer um mestrado fora. Quem sabe ano que vem.Nunca morei fora, e sinto falta dessa experiência, vamos ver se tomo coragem.
Gostei do blog.
(cheguei via joselitando, por indicação do Felipets, que disse que sempre vem aqui)
beijoss