Na tentativa de ser solidário aa humildade do pai de uma atleta olímpica do Brasil, fiquei como o besta na história.
Os pais dessa atleta moram numa casinha bem simples em Bodoncongó, bairro de classe média baixa de Campina Grande. Não é favela, mas também não é lugar para gente que tem dinheiro. Fui fazer uma reportagem com o pai da "moça", que estava prestes a competir nas Olimpíadas de Sydney, há sete anos (Isso tudo?????).
A casa parecia recém-pintada, com forte cheiro de tinta e as paredes úmidas, os dois quartos, o banheiro e a cozinha eram divididos da sala por cortinas. Não havia portas.
Na sala, contudo, no mesmo patamar de troféus, medalhas, diplomas e fotos da tal atleta estava um aparelho de DVD novinho em folha, com aqueles adesivos coloridos e tudo mais ainda colado.
Nitidamente, faltava uma casa para aquele aparelho.
Chegando mais perto, percebi que ele era todo em japonês. Nem a tecla de Play, com aquele triangulinho virado de lado, era em inglês. A atleta trouxe de uma viagem que fez para o Japão.
Naquela época (é, realmente, já tem um tempinho mesmo), DVD não era uma coisa fácil/barata de se encontrar no mercado, principalmente em Bodocongó.
Agora entra a situação citada no primeiro parágrafo deste post.
Tentando ser solidário aa humildade do velhinho pai da atleta, puxei assunto sobre o tal aparelho.
- Pôxa, que legal esse DVD, hein? É difícil demais mexer nele, né, não?
- Difícil? Que nada, olha aqui... senta aqui, deixa eu te ensinar. Esse botão aqui passa o CD para frente, esse aqui volta a imagem, esse outro aqui aparece essas informações na tela. Apertando aqui, o compartimentozinho de cd abre e você pode trocar de filme...
Ah, bom!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário