Com passadas aceleradas, caminhando contra o sol e o vento seco, vi um camarada de bicicleta láááá longe. Com a minha mania de encontrar sósias, imaginei que fosse um cara com quem (tento) jogar basquete uma vez ou outra. Ou uma cópia dele.
O ciclista foi chegando perto, o sol queimando na testa, a luminosidade passando pelas frestas do óculos escuros e incomodando a vista, tive certeza de que aquele cara era o do basquete e não mais uma sósia.
Dez metro à frente, ele percebeu que eu o encarava e fez o mesmo.
Lado a lado, frente a frente, tive certeza que quem vinha na bike era meu colega. Joguei a cabeça para trás e levantei o rosto, sem falar nada. Entre conhecidos, o gesto é recebido como uma saudação.
Entre estranhos, é quase como um:
- Vai encarar?
Depois que ele passou, percebi que não o conhecia.
Dez minutos mais tarde, o ciclista passa por mim de novo, repete o gesto com a cabeça:
- Qual é a tua?
E foi embora.
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