segunda-feira, 10 de setembro de 2007

- Não, nada não!

Com passadas aceleradas, caminhando contra o sol e o vento seco, vi um camarada de bicicleta láááá longe. Com a minha mania de encontrar sósias, imaginei que fosse um cara com quem (tento) jogar basquete uma vez ou outra. Ou uma cópia dele.

O ciclista foi chegando perto, o sol queimando na testa, a luminosidade passando pelas frestas do óculos escuros e incomodando a vista, tive certeza de que aquele cara era o do basquete e não mais uma sósia.

Dez metro à frente, ele percebeu que eu o encarava e fez o mesmo.

Lado a lado, frente a frente, tive certeza que quem vinha na bike era meu colega. Joguei a cabeça para trás e levantei o rosto, sem falar nada. Entre conhecidos, o gesto é recebido como uma saudação.

Entre estranhos, é quase como um:

- Vai encarar?

Depois que ele passou, percebi que não o conhecia.

Dez minutos mais tarde, o ciclista passa por mim de novo, repete o gesto com a cabeça:

- Qual é a tua?

E foi embora.

Nenhum comentário: