quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Quase um pessimista

Tenho severas dúvidas quanto ao funcionamento das instituições públicas no Brasil. Na verdade, sou até um pouco pessimista em relação ao país.

Um lugar onde o 50% da população pensa que ser inteligente é levar vantagem sobre o outro não pode ir para frente. A outra metade é quem se dá mal.

Um ex-presidente do Brasil, em recente entrevista, disse que o país pode até crescer e se desenvolver economicamente, mas ainda faltará civilidade aos brasileiros. Herança do Brasil Colônia.

Não sou o exemplo perfeito de cidadão.
Mas não deixo de me decepcionar com o que ocorre em minha volta.

Um companheiro de trabalho foi baleado na periferia de Brasília e o caso ganhou notoriedade nacional (filhodapauta.blogspot.com). AAAAAAgooooorrraaa que o governo vai começar a se movimentar para cuidar da violência no Entorno do DF.

Posso ficar tranqüilo, então, por dois meses.
Depois o caso cai no esquecimento e as hitórias vão se repetir.
Mudarão apenas os personagens e o endereço.
Espero que não seja o meu...

Um comentário:

Felipe disse...

Fica sempre a impressão de que a vida das pessoas públicas é mais importante que a das outras. Tipo até o jornal é corporativista. As duas menians morreram executadas em Cidade Ocidental e deu-se até um espaço razoável para o crime. Mas bastou orepórter tomar um tiro para termos 10, 15 páginas por dia. As vidas tÊm pesos diferentes. Mas eu entendeo isso. E se isso, no fim das contas, levar a uma solução do caso e a melhoras na situação, então é o caso de dizer que os fins justificam os meios, né?

Abs